CLÁSSICOS DE ROCK MOVIMENTAM NOITES DE SHOWS DO PROJETO FAZENDO UM BICO NO SESC SANTANA
Músicos do Barão Vermelho, Kid Abelha, Cachorro Grande, Ludov, Jumbo Elektro e Relespública voltam ao tempo da garagem e se reúnem no Teatro do SESC SANTANA para fazer três noites de shows (dias 29, 30 e 31 de março), tocando Beatles, The Who e Mutantes
Pergunte a um roqueiro quais são as suas influências musicais e é bem provável que você encontre na sua lista Beatles, The Who e Mutantes. Pensando em homenagear essas três bandas que inspiram e influenciam muitos artistas até hoje, o SESC SANTANA criou o projeto FAZENDO UM BICO , que reúne músicos do primeiro time de bandas como Kid Abelha, Barão Vermelho, Cachorro Grande, Ludov, Jumbo Elektro e Relespública em três noites de shows, nos dias 29, 30 e 31 de março, quarta, quinta e sexta, às 21 horas , no Teatro da unidade.
O saxofonista George Israel, do Kid Abelha; o baterista Guto Goffi e o baixista Rodrigo Santos, do Barão Vemelho, se reúnem ao guitarrista carioca Nani Dias para formar Os Britos e abrir o projeto, dia 29, quarta, às 21h, tocando covers dos Beatles. A banda gaúcha Cachorro Grande funde-se ao trio curitibano Relespública e formam, especialmente para o projeto, o grupo High Numbers , para “um bico” tocando clássicos do The Who, no dia 20, quinta. Para homenagear os Mutantes, a terceira e última noite do projeto, dia 31, sexta, vem com Tecnicolor, banda formada por todos os músicos do Ludov ; por Tatá Aeroplano, do Jumbo Elektro, e pelo produtor Fábio Pinc.
Para Wagner Palazzi, programador cultural do SESC SANTANA , “ FAZENDO UM BICO é mais uma brincadeira, mais uma reunião entre amigos do que propriamente um projeto de homenagens”. Os Britos tocaram pela primeira vez em 1994 e fazem apresentações desde então. High Numbers e Tecnicolor foram formadas especialmente para o projeto. Wagner explica que afinidades e influências foram alguns dos critérios para escolher as bandas que tocariam juntas, enfatizando que esta é uma apresentação única. “Estes grupos podem até tocar uma ou outra música dos Beatles, The Who ou Mutantes em seus shows normais, mas aqui eles farão um repertório só de covers.”
A banda da vida de muita gente – Os Britos
“Os Beatles são a expressão máxima da criatividade, musicalidade e conceito de repertório. Se eles não tivessem se encontrado, o mundo não seria o mesmo.” A declaração do guitarrista Rodrigo Santos, do Barão Vermelho, resume bem o fanatismo pela banda que já teve sua popularidade comparada a Jesus Cristo. George Israel, do Kid Abelha, faz coro: “Desde o começo os Beatles são a síntese de tudo que uma banda pode fazer no palco e estúdio.”
Responsáveis pela noite de abertura - dia 29 de março, às 21 horas – do projeto do SESC SANTANA , Os Britos se reuniram pela primeira vez em 1994, quando foi lançado o filme Back Beat – Os Cinco Rapazes de Liverpool . No primeiro show, além de George Israel (que troca o sax do Kid Abelha pela guitarra e pelo microfone), Rodrigo Santos (o baixista “barão” que mantém sua função e acumula o microfone), Nani Dias (voz e guitarra) e Guto Goffi (Barão Vermelho – bateria), a banda também contava com participação de Dado Villa-Lobos nos vocais.
A reunião deu tão certo que os quatros remanescentes da primeira apresentação começaram a levar a brincadeira a sério, fazendo shows eventuais – sempre com convidados ilustres e gravando um DVD, Os Britos in UK , com cenas e clipes da viagem que fizeram à Inglaterra, terra dos Beatles. No show do SESC SANTANA , Os Britos apresentam um repertório “totalmente rock'n roll inspirado na fase Cavern Club dos Beatles”, segundo George Israel. Entre alguns clássicos que embalaram gerações, fazem parte do set list as músicas Ticket to Ride , Twist and Shout , Come Together , Mr. Postman , Long Tall Sally , When I Get Home e outras.
Estilo e rock de qualidade no palco – High Numbers
Beto Bruno, vocalista do Cachorro Grande, demonstra em sua fala que o The Who, banda homenageada da segunda noite do FAZENDO UM BICO ( dia 30 de março, quinta-feira, às 21 horas ) é, sem dúvida nenhuma, a maior influência do grupo gaúcho. “Talvez o The Who não fizesse discos tão bons quanto os Beatles e os Roling Stones, mas é sem duvida a melhor banda de palco de todos os tempos. Além disso, o Who é a grande referência mod (estilo que engloba figurino – os terninhos pretos e camisas brancas – e o corte de cabelo), o que os torna, para nós, a principal referência visual e estética, além de ser, é claro, musical.”
Comandando os vocais, Beto se reúne a Marcelo Gross (Cachorro Grande – guitarra), Gabriel Azambuja (Cachorro Grande – bateria), Pedro Pelotas (Cachorro Grande – piano), Rodolfo Krieger (Cachorro Grande – baixo), Fabio Elias (Relespública - guitarra e voz), Emanuel Moon (Relespública - bateria) e Ricardo Bastos (Relespública - baixo) formando o High Numbers (primeiro nome do The Who) para tocar os sucessos da banda que, muito antes de Kurt Cobain e companhia, já quebrava quartos de hotel e destruía instrumentos após os shows. No repertório do High Numbers , somente canções que o The Who lançou na década de 60, justamente a fase mod da banda: My Generation , I Can't Explain , Substitute , e Happy Jack .
Criatividade e irreverência em plena Tropicália - Tecnicolor
Artistas respeitados como David Byrne, Kurt Cobain e Sean Lennon já demonstraram sua admiração pelos Mutantes, grupo já extinto formado por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. São eles os homenageados do Tecnicolor , grupo formado por Vanessa Krongold (Ludov – vocal e guitarra), Habacuque (Ludov – guitarra e voz), Mauro Motoki (Ludov – teclados, guitarra, voz e violão), Edu (Ludov – baixo), Chapolin (Ludov – bateria), Tatá Aeroplano (Jumbo Elektro – voz e efeitos especiais) e Fábio Pinc (guitarra, voz e teclados). Eles fecham o projeto no dia 31 de março, sexta-feira, a partir das 21 horas .
Vanessa Krongold, que brinca de Rita Lee no show do SESC SANTANA , fala um pouco sobre a admiração do Ludov pelos Mutantes: “Sobre importância dos Mutantes na história da música brasileira muito já se disse, e não há o que se contestar. Eles foram a maior e melhor banda de rock do país, e uma das mais inventivas e inovadoras do mundo. Os paulistas, que surgiram na época da Tropicália, influenciaram e continuam influenciando gerações de novas bandas em todo Brasil”.
Entre as músicas que foram selecionadas para fazer parte do repertório estão A Minha Menina , Virgínia , Qualquer Bobagem , Jardim Elétrico , Rita Lee e 2001 , entre outras. Vanessa adverte quem for ao show: “Cientes de que a tarefa de tocar à altura dos excelentes arranjos originais é no mínimo perigosa, as palavras de ordem aqui são diversão, irreverência e brincadeira”.
Para Roteiro:
FAZENDO UM BICO – Teatro do SESC SANTANA . Ingressos – R$ 15,00 ; R$ 10,00 (usuário matriculado); R$ 7,50 (estudante com carteirinha e maiores de 60 anos) e R$ 5,00 (trabalhador no comércio e serviços, matriculado, e dependentes).
Dia 29 de março, quarta-feira, às 21h – OS BRITOS – Integrantes do Kid Abelha e Barão Vermelho tocam Beatles. Duração – 75 minutos
Dia 30 de março, quinta-feira, às 21h – HIGH NUMBERS – Integrantes do Cachorro Grande e Relespública tocam The Who. Duração – 75 minutos
Dia 31 de março, sexta-feira, às 21 horas – TECNICOLOR – Integrantes do Ludov e Jumbo Elektro tocam Mutantes. Duração – 90 minutos
TEATRO DO SESC SANTANA – Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana . Fone: (11) 6971-8700 . Capacidade do Teatro – 349 lugares. Bilheteria – Em todas as unidades do SESC, de terça a sexta-feira das 13 às 21 horas e sábados, domingos e feriados das 9 às 17 horas. Aceita dinheiro, cheque e cartão de crédito Visa, MasterCard e Amex. Ar condicionado. Acesso para deficientes físicos. Estacionamento no próprio Sesc – R$ 7,00 pelo período de 1 hora + R$1,00 por hora adicional (usuário do SESC com carteirinha paga R$ 3,50 pelo período de 1 hora + R$0,50 por hora adicional). www.sescsp.org.br
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