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Após temporada com ingressos esgotados, Gero Camilo reestréia Cleide Eló e as Pêras no TBC
Com texto de Gero Camilo, que atua ao lado de Paula Cohen, e direção de Gustavo Machado, CLEIDE ELÓ E AS PÊRAS mostra a bagunça que a paixão faz na razão dos apaixonados. A peça – que reestréia no TBC dia 7 – tem como tema central a paixão e a intensidade das relações amorosas, e reúne os três últimos textos do livro Macaúba da Terra, de Gero Camilo, que ainda não haviam sido levados aos palcos
Expoente da dramaturgia contemporânea, o autor, diretor e ator Gero Camilo reestréia seu mais recente trabalho, o espetáculo CLEIDE ELÓ E AS PÊRAS , no TBC – Teatro Brasileiro de Comédia a partir do dia 7 de setembro, quinta-feira, às 21 horas . Com direção de Gustavo Machado e texto do próprio Gero, que divide o palco com a atriz Paula Cohen, a peça mostra, de forma poética, a intensidade das relações amorosas e a paixão. Na primeira semana, as apresentações acontecem, excepcionalmente, de quinta-feira a domingo, porém a temporada será somente sábado e domingo.
Três últimas peças do livro Macaúba da Terra , de Gero Camilo, que ainda não haviam sido adaptados para o palco – as outras foram As Bastianas , com a Cia São Jorge de Variedades e Entreatos , com direção de Ivan Andrade – o espetáculo CLEIDE ELÓ E AS PÊRAS tem como objetivo resgatar o ator como centro da ação evitando os excessos cênicos. De acordo com Gero Camilo, os textos são transpostos para as cenas livremente. “Quando escrevi o livro não imaginava que pudessem ganhar o teatro, por isso não há rubricas. O público verá aquilo mesmo que escrevi”, conta o autor.
Dividido em três partes, o espetáculo, que fala do amor, mostra a bagunça que a paixão faz na razão dos apaixonados. No primeiro texto, Ernesto (Gero Camilo), um vigia, conta a sua história de amor com Cleide e como vivenciou essa paixão. No segundo, Isadora (Paula Cohen) faz seu depoimento sobre Eló, seu amor. No terceiro e último, os dois personagens tão amados, Cleide e Eló se encontram. “O espetáculo grita de amor, além de abrir trilhas nos caminhos vagabundos do coração e derramar insanidades decorrentes de qualquer paixão”, brinca Gero.
A direção de Gustavo Machado
Amigos desde 1994, quando se conheceram na turma da Escola de Arte Dramática – EAD/ USP, Gustavo Machado, Gero Camilo e Paula Cohen já se cruzaram em outros trabalhos. Paula encenou o espetáculo De Quatro , e Gero a peça Pagarás com Tua Alma , ambos os textos de Gustavo. Gero e Gustavo dirigiram o curta-metragem Parabéns , roteiro de Paula. “Nossa amizade é bem bacana, e apesar do trabalho ser bem livre, sempre é uma tarefa ingrata dirigir amigos”, explica o diretor.
Gustavo diz que já conhecia os textos e que também havia visto outras adaptações da obra de Gero Camilo. “Em CLEIDE ELÓ E AS PÊRAS há os que amam e os que são amados, e o abismo que os separa. É um jogo cruel e poético, como o próprio teatro. Uma aventura sempre libertária e perigosa. Não se faz teatro sem o risco do fracasso, não se ama sem a possibilidade de não ser amado”, resume ele.
Sobre Gustavo Machado
Iniciou a carreira no teatro há 15 anos no Rio de Janeiro. Veio para São Paulo em 1993, estrelando no premiado musical infantil de João Falcão A Ver Estrelas (1995). Atuou em Hamlet, direção de Francisco Medeiros; Ensaio para Danton , com a Cia. do Latão, e em Toda Nudez Será Castigada e Álbum de Família , de Nelson Rodrigues, ambas dirigidas por Cibele Forjaz. Sob a direção de Romero de Andrade Lima, pôde ser visto em Auto da Paixão , Lira dos 500 anos , Yerma e Pavão Misterioso . Recentemente, atuou em Patty Difusa , um espetáculo de Cristiane Tricerrri a partir de crônicas de Pedro Almodóvar. Em 2005 atuou em Essa Nossa Juventude , no qual foi indicado ao Prêmio Shell de melhor ator. Também esteve no Teatro de Arena com o monólogo O Nome da Peça Depende da Lua, dirigido por Vadim Nikitim. Ainda protagonizou Canção do Cisne , uma adaptação de Tchékhov, e Belo , espetáculo solo baseado em Jean Cocteau, com o qual recebeu um prêmio da Jornada SESC de Teatro em 1998. Gustavo também escreve e dirige para o teatro. Seus dois espetáculo de maior sucesso foram Pagarás com tua alma e De Quatro. Também dirigiu o primeiro texto de Jorge Mautner para o teatro, Vênus Castigadora do Amazonas. Gustavo é integrante da Cia Livre, que ocupou o Teatro de Arena Eugênio Kusnet, onde participou de diversos espetáculos, mostras de dramaturgia, Arena conta Arena 50 anos etc. No cinema, atuou em Bicho de 7 Cabeças , de Laís Bodanzky; Contra Todos, de Roberto Moreira; Olho de Boi , de Hermano Penna e História Real , de Murilo Salles (os dois últimos com lançamento previsto para 2007).
Sobre Gero Camilo
Cursou a Escola de Arte Dramática da USP, concluindo-a em 1998. Escreveu e atuou no espetáculo Aldeotas , que recebeu quatro indicações ao Prêmio Shell de 2005, incluindo melhor autor e ator. Gero Camilo também escreveu e atuou no espetáculo A Procissão , pelo qual também concorreu como melhor ator ao Prêmio Shell (abril de 2003). Escreveu e dirigiu o monólogo Café com Torradas (vencedor do Prêmio Nascente de incentivo a novos talentos, Editora Abril – USP/97, atuação de Marat Descartes), entre outras peças ainda inéditas. Em abril de 2002 lançou o livro A Macaúba da Terra , composto por contos e peças curtas. Em cinema, onde ficou conhecido do grande publico, atuou nos filmes Chamas da Vingança ( Man on Fire ) com Denzel Washington e direção de Tony Scott; Carandiru , direção de Hector Babenco; Narradores de Javé , direção de Eliane Caffé; Cidade de Deus , direção de Fernando Meireles; Madame Satã , direção de Karin Aïnouz; Abril Despedaçado , direção de Valter Salles e Bicho de Sete Cabeças , direção de Laís Bodanzky (vencedor dos prêmios de melhor ator coadjuvante no 33º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e do Festival de Cinema de Recife/2001). Em TV participou de alguns programas especiais da Rede Globo como Hoje É Dia de Maria (2005) e dos episódios da série Brava Gente As Aventuras de Chico Norato Contra o Boto Vingativo e Loucos de Pedra , ambos em 2001.
Sobre Paula Cohen
Formada pela Escola de Arte Dramática – EAD/ USP, Paula atuou nos espetáculos Arena Conta Danton , direção de Cibele Forjaz (2005); De Quatro , texto e direção de Gustavo Machado (2004/ 05); Entreatos , direção de Gero Camilo e Ivan Andrade; Divinas , direção de Camila Amado (2003); Suburbia , direção de Chiquinho Medeiros (2002), Antes do Café , direção de Celso Frateschi (1998) e Tartufo , direção de José Rubens Siqueira (1997), entre outros. Em TV participou dos humorísticos Sob Nova Direção (Rede Globo – 2004 ), Retrato Falado (Rede Globo – 2004) e Dias de Glória (Rede Globo – 2002), além da novela Canavial de Paixões (SBT – 2002). Já em cinema, Paula atuou nos curtas Parabéns (2005), Ímpares (2003) e Let's Try to Forget (2000), e nos longas Avassaladoras (2002) e Por Trás do Pano (1999).
Para Roteiro : CLEIDE ELÓ E AS PÊRAS – reestréia dia 7 de setembro, quinta-feira, às 21 horas , no TBC. Apresentação especial na sexta-feira, dia 8 de setembro às 21 horas. Autor – Gero Camilo. Direção – Gustavo Machado. Elenco – Gero Camilo e Paula Cohen. Desenho de luz – Alessandra Domingues. Produção – Macaúba Produções Artísticas. Duração – 80 minutos. Temporada – sábados às 21 horas e domingos às 20 horas. Espetáculo recomendável para maiores de 12 anos. Ingressos – R$ 20,00 (meia-entrada para estudantes com carteirinha). Até 15 de outubro.
TBC – TEATRO BRASILEIRO DE COMÉDIA – Rua Major Diogo 315 – Bela Vista – Fone (11) 3104-5523. Acesso para deficientes físicos. Bilheteria – D e terça a sexta das 9 às 22 horas e sábados, domingos e feriados das 10 às 19 horas. Capacidade do Teatro – 280 lugares.
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