O retrato de Dorian Gray prorroga temporada no Teatro Popular do Sesi
Sucesso de público dirigido por Débora Dubois, a adaptação do clássico de Oscar Wilde, O RETRATO DE DORIAN GRAY , abre sessão às quartas-feirase prorroga temporada até 5 de novembro, no Teatro Popular do SESI, com entrada franca . Voltada principalmente para o público jovem, a peça leva para o palco um elenco formado por atores-cantores, dois músicos, um DJ e um VJ, que ajudam a dar o tom surrealista e atemporal da montagem
VEspetáculo que está em cartaz as quartas-feiras, às 20 horas e sábados e domingos às 16 horas no Teatro Popular do Sesi, O RETRATO DE DORIAN GRAY , baseado na obra clássica da literatura mundial, escrita em 1890 por Oscar Wilde, prorroga temporada até 5 de novembro . A montagem c om assinatura de roteiro e direção de Débora Dubois , coreografia e assistência de direção de Ângela Dip e adaptação de Marcos Damigo, voltada para o público jovem, usa recursos multimídia, como projeção de imagens criadas pelo cineasta e VJ Thiago Taboada, e interferências sonoras eletrônicas executadas ao vivo pelo DJ Nivaldo Junior. Gustavo Kurlat assina a direção musical e a trilha que será executada ao vivo pelos músicos Gabriel Levy e Ana Elisa Colomar, num mix de música erudita e canções de Tom Jobim, Nirvana, Metallica, Björk, entre outros. No elenco estão os atores Marcos Damigo, Lavínia Lorenzon, Francisco Brêtas e Sergio Rufino.
A peça, que causou escândalo e controvérsia na Inglaterra vitoriana, há mais de 100 anos, conta a história do jovem Dorian, que tem seu retrato pintado por um artista. Por algum estranho e inexplicável motivo, a figura do quadro envelhece, enquanto o próprio Dorian permanece jovem. Diante da possibilidade de gozar, impunemente, dos prazeres da vida, o personagem busca uma existência livre de sofrimento. Segundo a diretora, “o texto expressa as preocupações estéticas e os paradoxos morais de Wilde. A narrativa constitui uma reflexão sobre a juventude e o envelhecimento, a moral e o prazer, o crime e o castigo, e outras questões que são bastante importantes nos dias de hoje, pelos dilemas de um mundo que valoriza cada vez mais a juventude e a aparência física”.
A adaptação do livro para o teatro foi feita por Marcos Damigo (que no palco representa o próprio Dorian Gray) e o roteiro é de Débora Dubois – que trabalha com o público jovem desde 1998 e já ganhou vários prêmios ao longo de sua carreira – com pesquisa de Lavínia Lorenzon. O trio teve o cuidado de buscar um paralelo com o universo do jovem de hoje, sem se distanciar do original de Oscar Wilde. “É a história de um jovem em idade de se lançar ao mundo, enfrentando suas escolhas e decisões, ao qual é dado o dom de se manter livre da ação do tempo e das marcas que a vida imprime em cada um de nós. Todas as alterações que deveria experimentar pela idade, sofrimentos ou o que quer que seja, não ficam impressos nele, mas em seu retrato, imortalizado em sua juventude”, explica Débora.
Ela completa: “Dorian tem a oportunidade de experimentar até às últimas conseqüências o modo de vida que escolhe, e mesmo que suas ações não se revelem em seu corpo, um dia terá que prestar contas delas. No fundo, é uma história sobre escolhas, feitas num momento da vida – a juventude – em que elas são muito importantes. Além de ser uma maravilhosa história de suspense”.
Clássico atemporal
Para dar ao espectador a dimensão de uma história que transcende a temporalidade de sua criação, Débora optou por uma linguagem moderna e atemporal, fazendo uso de recursos multimídia, como multi-projeção de imagens coordenada pelo cineasta e VJ Thiago Taboada e interferências sonoras eletrônicas ao vivo (com o DJ Nivaldo Junior), bem como a presença de dois músicos no palco – Gabriel Levy, pianista e acordeonista, e Ana Elisa Colomar, violoncelista, flautista e saxofonista. Eles executam e são parceiros de arranjos da trilha sonora, criada pelo premiado diretor (Prêmio Shell 2004) Gustavo Kurlat, que faz um mix entre música erudita e canções de Tom Jobim, Nirvana, Björk, entre outros . Tudo isso para dar ao público a dimensão de uma história que transcende – tanto na época em que foi escrita, quanto nos dias de hoje – e que se comunica com qualquer pessoa, especialmente os jovens.
Débora Dubois declara que o texto de Oscar Wilde é repleto de simbolismos e que isso o torna muito delicado. “ O espetáculo pretende criar um questionamento em torno da juventude e da velhice e dos diversos comportamentos e valores dos jovens do século 21, gerando múltiplas leituras, tanto sobre a ética como sobre a sexualidade, a obsessão com os valores materiais e a aparência e a ditadura da moda vigente”.
Cenário e personagens surrealistas
Mesmo com histórias e personagens tão próximos da vida real, Débora afirma que existe um toque de fantástico no espetáculo. “Os personagens não podem ser encontrados na rua. O próprio argumento da história é fantástico, ao apresentar um quadro que envelhece no lugar da pessoa retratada. As obras clássicas normalmente trabalham com modelos, que chamamos de arquétipos, e através deles as ações são condensadas e apresentadas ao público para que cada um possa criar paralelos com sua própria vida”.
Esse surrealismo se estende para o cenário, assinado por Duda Arruk (que assina com a Débora também a direção de arte) e José Silveira, que ambienta a cena numa floresta futurista e um cemitério de carroças antigas, com forte influência expressionista.
Sobre Débora Dubois
Débora Dubois formou-se em artes cênicas em 1988. Dez anos depois, passou a trabalhar com o público jovem. Ela tem no currículo mais de 15 peças teatrais, com os quais recebeu 27 prêmios e 49 indicações. Com 18 anos de carreira, destacam-se os seguintes trabalhos: Cuidado: Garoto Apaixonado ; Guerra na Casa do João; Gata Borralheira – os três de Toni Brandão –, Pirata na Linha, MotorBoy – ambos de Aimar Labaki -; Três Cigarros e a Ultima Lasanha, Prova Contrária – os dois textos de Fernando Bonassi -; e Pedro Mico - de Antonio Callado. Atuou com o Teatro Della Limonaia , em Florença (Itália), como diretora convidada em 2004, quando dirigiu o espetáculo Una note intera – Poda , de Aimar Labaki, com elenco italiano. A peça fez parte do festival sobre São Paulo na Itália.
Para roteiro:
O RETRATO DE DORIAN GRAY . Estreou 22 de abril no Teatro Popular do SESI. Texto - Oscar Wilde. Direção e roteiro - Débora Dubois. Adaptação – Marcos Damigo, Débora Dubois e Lavínia Lorenzon. Elenco – Marcos Damigo, Francisco Brêtas, Sergio Rufino e Lavínia Lorenzon. Músicos – Gabriel Levy e Ana Elisa Colomar. DJ – Nivaldo Junior. Projeção de Imagens – Thiago Taboada. Direção Musical – Gustavo Kurlat. Assistente de direção e coreógrafa – Ângela Dip. Cenógrafos – Duda Arruk e José Silveira. Assistente de Cenógrafo – Roberta Bertini Viegas. Figurino – Marco Lima. Iluminação – Wagner Freire. Duração – 80 minutos. Censura – 12 anos. Gênero – Suspense. Temporada – Quartas-feiras às 20 horas. Sábados e domingos às 16 horas. Grátis (retirar ingressos com 1 hora de antecedência). Até 5 de novembro .
Teatro Popular do SESI - Avenida Paulista, 1313. Telefone – 3146-7405. Capacidade – 456 lugares. Tem ar Condicionado e acesso para deficientes físicos. A bilheteria abre três horas antes do início de cada sessão e distribui um ingresso por pessoa.
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