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Centro Cultural Banco do Brasil apresenta
SAMBA-ROCK E OUTROS ENREDOS
com o Clube do Balanço e convidados

Para traçar um panorama do gênero musical, desde suas origens no samba até
as novas tendências, passando pelos tradicionais bailes paulistanos, o projeto
promoverá encontros musicais com Osvaldinho da Cuíca, Max de Castro, Simoninha, Rappin Hood, Marku Ribas, Luís Vagner, professor Moskito e o dj Tony Hits. O Clube do Balanço será mestre de cerimônias dos shows, que acontecerão todas as terças-feiras do mês de janeiro, em dois horários.

Com convidados especiais como Osvaldinho da Cuíca, Max de Castro, Simoninha, Rappin Hood, Marku Ribas e Luís Vagner, a banda Clube do Balanço participa da série SAMBA-ROCK E OUTROS ENREDOS. A idéia é contar um pouco da história do samba-rock, mostrando como ele se relaciona e se mistura a outros estilos musicais. Em quatro shows temáticos, realizados pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em seu teatro, nos dias 9, 16, 23 e 30 de janeiro de 2007, terças-feiras, em dois horários, às 13h e 19h30, o grupo mostra a evolução do samba-rock, em shows ilustrados por bate-papos descontraídos com o Clube do Balanço e seus convidados.

O Clube do Balanço será o mestre de cerimônias do projeto que traz na programação os temas: As Origens do Samba-Rock, no encontro de Marku Ribas e Luís Vagner (dia 9); A Raiz do Samba Paulista e o Samba-Rock, com Osvaldinho da Cuíca (dia 16); Novas Tendências e o Samba-Rock, enfocando as novidades e o futuro do samba-rock, com Max de Castro e Simoninha (dia 23), e Samba-Rock e a Tradição dos Grandes Bailes Negros de São Paulo, com Rappin Hood, Tony Hits, professor Moskito e bailarinos de samba-rock (dia 30).

Formada por Marco Mattoli (voz e guitarra), Tereza Gama (voz), Edu Salmaso (bateria), Léo “Gringo” Pirrongelli (baixo), Tiquinho (trombone), Fred Prince (percussão), Marcelo Maita (piano), Reginaldo Gomes (trompete) e Augustinho Bocão (percussão), o Clube do Balanço “faz um trabalho de resistência cultural, e desde a sua fundação, em 2000, tem como principal mérito ter contribuído para o renascimento do samba-rock nas noites da cidade” (palavras de Nelson Motta).

Para Marco Mattoli, “samba-rock designa, mais que um estilo musical, uma forma de dança dos bailes negros da periferia de São Paulo, desde os anos 60, com pitadas de samba no pé, gafieira, salsa e rock. Atualmente, esses bailes, onde até hoje não se pode entrar de tênis, são realizados em locais como Clube Holms e a Casa de Portugal”. Segundo Mattoli, isso demonstra que a forma de misturar samba com rock foi muito bem aceita nos bailes, e combinou com o jeito de se dançar. “A trilha peculiar dos bailes mescla samba, sambalanço, jazz e rhythm & blues de uma maneira eclética só encontrada nestes ambientes. Os bailes resistem há mais de 30 anos como uma forma única de expressão urbana do negro paulista.”

Começo em bailes “black”
O samba-rock passou a década de 80 e 90 praticamente fora da mídia, mas nunca desapareceu. Estava presente nos bailes black e bailes "nostalgia", de equipes de som tradicionais, como Chic Show, Mistura Fina, Musicália, Os Carlos e várias outras. A partir de 2000, o samba-rock voltou a ser admirado nos circuitos universitários, entrou em trilha de programas da MTV, começou a voltar às festas e para a mídia em geral.

Nesta época, o Clube do Balanço ajudou a levar o samba-rock da periferia dos guetos paulistanos para um bairro boêmio (Vila Madalena). O sucesso foi imediato e, em 2001, a banda lançou seu primeiro CD, promovendo o encontro de artistas como Erasmo Carlos, Bebeto e Marku Ribas, com uma nova geração que revisitava grandes clássicos, como Paula Lima, Simoninha, Seu Jorge e Max de Castro.

Atualmente, grupos, cantores e djs de samba-rock têm espaço garantido em bares e espaços culturais paulistanos e em outras capitais do País, como Farufyno, Sambasonics, Augusto Suingue, Os Opalas e Sandália de Prata, além dos veteranos Tony Hits, Luiz Vagner, Gringo e Kri. Assim, o samba-rock, antes restrito ao gueto dos bailes, ganhou o foco da mídia e conquistou o público novamente. “Muitas músicas só existiam no vinil e, graças ao trabalho dos djs, que tocavam essas músicas em bailes, o público foi crescendo”, conta o músico.

As origens do gênero
Em 1959, os compositores Gordurinha e Almira Castilho criaram a expressão samba-rock na música Chiclete com Banana, gravada por Jackson do Pandeiro. Porém, o encontro do samba com o rock por eles previsto só aconteceria na década seguinte, quando Jorge Ben Jor se uniu aos integrantes do Trio Mocotó e "a batida encaixou", como Nereu, um dos fundadores do Trio, gosta de dizer. Assim, a batida urbana que deu origem ao samba-rock como se conhece hoje foi criada por Jorge Ben Jor e, a princípio, chamada por ele de Sacundin Sacunden. Mais tarde, na época da Jovem Guarda, o gênero ficou conhecido como jovem samba e depois sambalanço.

A partir dos anos 70, foram agregados ao samba tradicional os instrumentos elétricos das bandas da Jovem Guarda e arranjos do rock e da soul music. A partir de então, os termos suíngue e samba-rock passaram a ser os mais utilizados. Inspirados por sua batida peculiar, uma série de artistas se apropriou dos instrumentos elétricos das bandas da Jovem Guarda para tocar o velho balanço em novo estilo. Jorge Ben Jor, novamente, teve a primazia nesse campo, fazendo-se acompanhar dos Fevers em seu disco de 1967, O Bidu – Silêncio no Brooklin.

Nos anos 70, a voz potente de Tim Maia popularizaria o samba-soul, emplacando dois sucessos nesse estilo: Réu Confesso e Gostava Tanto de Você. Jorge Ben Jor teve uma queda para o funk a partir do disco A Banda do Zé Pretinho (1978), mas artistas por ele diretamente influenciados seguiram a sua orientação anterior, com muito sucesso em bailes do subúrbio carioca. É o caso de Bebeto (O Negócio é Você Menina, Flamengo) e de Serginho Meriti. Em São Paulo, os bailes de periferia também ferviam ao som do samba-rock-suíngue.

PROGRAMAÇÃO

As Origens do Samba-Rock
O estilo musical e suas origens – com Marku Ribas e Luís Vagner
Dia 9 de janeiro, terça-feira, às 13h e 19h30

O primeiro encontro mostra como as origens roqueiras e da Jovem Guarda contribuíram para criar a identidade deste estilo. O show também mostrará como a música caribenha e regional brasileira de Marku Ribas e a vivência do samba e do reggae de Luis Vagner influenciaram clássicos de samba-rock. O mineiro Marku Ribas, 55 anos, 40 de carreira, um dos grandes expoentes do ritmo, autor dos clássicos de samba-rock Zamba Bem (regravada pelo Clube do Balanço no CD "Swing & Samba-rock"), Beira D`Água e Canavia, gosta de deixar claro que não é um artista preso a este ou a qualquer rótulo. Sua vasta obra fonográfica é reverenciada por artistas da nova geração como Ed Motta e Max de Castro.

O gaúcho Luis Vagner, o “guitarreiro”, com mais de 40 anos de carreira e acima de 300 composições gravadas, é autor de sucessos como Zero pro Bedéu e Segura a Nega, que são obrigatórios em qualquer show de samba-rock. Começou a destacar-se nos anos 60, tendo acompanhado Jorge Ben Jor, Tim Maia, César Camargo Mariano e Lupicínio Rodrigues, entre outros. Participou de várias bandas, entre elas Os Brasas (na época da Jovem Guarda), grupo com o qual se transferiu para São Paulo.

A Raiz do Samba Paulista e o Samba-Rock
O samba-rock bebeu na fonte do samba paulista – com Osvaldinho da Cuíca
Dia 16 de janeiro, terça-feira, às 13h e 19h30

O samba tem sua origem mais remota na África, trazido para o Brasil pelos negros escravizados. Em São Paulo, se estruturou e se fortaleceu primeiramente nas grandes fazendas. Suas raízes se mantiveram fortemente rurais por longo tempo e ele foi chamado de samba de roda, de samba de bumbo e de samba rural pelos intelectuais que o estudaram nos anos 30, como o escritor e folclorista Mário de Andrade. Aos poucos, esse samba chegou ao território urbano, principalmente por intermédio das festas profano-religiosas.

Com 67 anos, sendo 50 dedicados ao samba, Osvaldinho da Cuíca afirma que a música é linguagem universal e que no samba não há preconceito, principalmente na confluência com outros ritmos. “O samba magnetiza e já nasceu com vários sotaques. É um ritmo com uma capacidade extraordinária de se reciclar”, conta o sambista, que já gravou alguns sambas-rock. Nos shows, Osvaldinho, além de emprestar sua cuíca, canta sucessos do samba paulista ao lado de Tereza Gama, vocalista do Clube do Balanço.

Novas Tendências e o Samba-Rock
As novidades e o futuro do samba rock – com Max de Castro e Simoninha
Dia 23 de janeiro, terça-feira, às 13h e 19h30

A mescla do samba com o funk é característica única do Brasil e o samba-rock pulsa nesse balanço. Artistas como Tim Maia, Jorge Ben Jor e Wilson Simonal fizeram como ninguém essa fusão. Estes artistas criaram uma batida diferente para o samba que soava como rock, ou seja, um suíngue altamente dançante e que caracterizava um jeito de dançar típico, principalmente de São Paulo. Filhos de Wilson Simonal, Simoninha e Max de Castro são hoje artistas reconhecidos, com trabalhos consolidados que, com um toque de modernidade, trazem o samba como principal influência.

Samba-Rock e a Tradição dos Grandes Bailes Negros de São Paulo
As influências dos grandes bailes negros de São Paulo no samba-rock – com Rappin Hood , Tony Hits, professor Moskito e bailarinos
Dia 30 de janeiro, terça-feira, às 13h e 19h30

Existe pouca coisa escrita sobre o samba-rock. Os bailes tradicionais são as principais fontes sobre o assunto. Djs e produtores de bailes que mantiveram a música e a dança sempre vivas defendem a definição de que o samba-rock é um estilo de se dançar, o que explica o balaio de músicas de características muito diferentes. No final dos anos 50, os mais pobres ficavam de fora dos bailes das grandes orquestras. Motivo principal: custava muito caro para freqüentar. Segundo alguns depoimentos, os negros chegavam a ser barrados em muitos desses bailes.

Nessa época já existiam equipamentos de som Hi-Fi, o que permitiu que as comunidades mais pobres desenvolvessem uma versão mais econômica de baile, ou seja, o baile sem orquestra ou o baile da "orquestra invisível". Empregando o toca-disco no lugar da orquestra, desenvolveu-se a figura do discotecário, que veio a se chamar disk-jockey e hoje chamamos de dj. Nesses bailes "democráticos" desenvolveu-se um estilo de dançar baseado nos rodopios do twist.

Para roteiro:
O SAMBA-ROCK E OUTROS ENREDOS – Dias 9, 16, 23 e 30 janeiro de 2007, terças-feiras, às 13h e 19h30, no Teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. Com a Banda Clube do Balanço e convidados especiais. Duração – 60 minutos. Espetáculo recomendável para maiores de 14 anos. Ingressos – R$ 6,00 e R$ 3,00 (para estudantes e idosos). Formação Clube do Balanço – Marco Mattoli (voz e guitarra), Tereza Gama (voz), Edu Salmaso (bateria), Léo “Gringo” Pirrongelli (baixo), Tiquinho (trombone), Fred Prince (percussão), Marcelo Maita (piano), Reginaldo Gomes (trompete) e Augustinho Bocão (percussão).

Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112 – Centro. Aberto de terça a domingo - das 9h às 20h (a partir de janeiro), (próximo às estações Sé e São Bento do Metrô). Informações: (11) 3113-3651/ 3652. Capacidade – 125 lugares. Acesso liberado para trânsito de veículos pelas Ruas João Brícola e XV de Novembro (proibido estacionar). Opções de estacionamento na rua Líbero Badaró e Rua Boa Vista, 280 (Jockey Club). www.ingressorapido.com


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