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INSTITUTO CAPOBIANCO APRESENTA PEÇA AO AR LIVRE, COM MAIS DE 120 ARTISTAS NO LARGO DA MEMÓRIA

Baseado em contos de Monteiro Lobato, dirigido pelo ator e diretor italiano Alvise Camozzi e com dramaturgia de Christine Röhrig , o espetáculo teatral Honestamente reúne mais de 120 artistas (entre atores, cantores, caricaturistas, instrumentistas e artistas plásticos), de sete grupos de teatro e música, que partem do Teatro Municipal e da Biblioteca Mário de Andrade rumo ao Largo da Memória, onde será feita a encenação gratuita da peça. Em tempos de CPIs e escândalos políticos, o evento apresentado pelo INSTITUTO CULTURAL CAPOBIANCO é um manifesto artístico a favor da honestidade e da ética. A atriz Débora Duboc encerra o espetáculo, cantando Noel Rosa

 

No dia 9 de outubro, domingo, a partir das 12 horas, o INSTITUTO CULTURAL CAPOBIANCO apresenta uma "invasão" no Largo da Memória, que será tomado por mais de 120 artistas em uma encenação pública gratuita da peça teatral Honestamente . Baseado em contos de Monteiro Lobato, o espetáculo é dirigido pelo ator e diretor italiano Alvise Camozzi e tem dramaturgia de Christine Röhrig, que também é responsável pela coordenação geral do evento. Os artistas partirão, às 11 horas, do Teatro Municipal e da Biblioteca Mário de Andrade tocando maracatu e modinhas da década de 20 (época em que se passa o espetáculo), convidando as pessoas na rua para se juntarem ao grupo e assistirem ao evento.

"Monteiro Lobato levanta em suas obras temas como a honestidade, a ética e outros assuntos tão em voga nos últimos tempos. Como o próprio título já diz, Honestamente pretende ser um grito contra a devassidão que assola o nosso País", afirma Christine Röhrig, explicando também que "fazer o espetáculo na rua é uma forma de reapropriação dos espaços públicos de São Paulo pelo teatro e pela música, como opção de lazer e convívio social, tornando a cultura mais acessível."

A grande maioria dos integrantes desse "manifesto a favor da honestidade", como define Christine, é formada por jovens de periferia que fazem parte dos grupos Cia Paidéia de Teatro (dirigida por Amauri Falseti); Cia Zaum (formada por pacientes do Centro de Atenção Integrada à Saúde Mental da Água Funda de São Paulo, dirigidos por Cássio Santiago) e Cia Elevador de Teatro Panorâmico (dirigida por Marcelo Lazaratto).

Também fazem parte de Honestamente o grupo de maracatu O Imaginário da Percussão Popular , dirigido por Negro Dido; o Coral da Paidéia , com a regência do maestro Paulo Franco; a Orquestra Olho D'Água , dirigida por Ricardo Zohyo; e um grupo de atores e músicos do Centro Cultural Monte Azul , dirigidos por Cido Cândido. Além dos grupos, também participam do evento as atrizes Rita Wirti, Rachel Brumana, Juliana Pikel, Marina Reis, Elisa Band e Débora Duboc (que também é cantora), o jornalista e ator Marcos Dávila (que assume o personagem Peri Pane), os caricaturistas da Oficina do Risco e as artistas plásticas Gabriela Lipkaul e Isabel Voegeli.

 

O enredo

Christine Röhrig criou a dramaturgia de Honestamente durante uma oficina que ministrou no TUSP e, de lá para cá, o texto tomou forma e já foi apresentada pela Cia Paidéia de Teatro, em uma outra versão, em 2004. A peça conta a história de João Pereira, um servidor público ético e honesto, casado com a doceira Dona Maricota e pai de cinco filhas materialistas. Voltando de uma viagem, João desembarca na estação de trem e encontra um pacote recheado de dinheiro. Seguindo sua consciência, o servidor público resolve entregar o malote ao chefe da estação, que fica estarrecido com tamanha honestidade. Ao chegar em casa e contar o acontecido para a família, João é desprezado por todos, e o mesmo acontece na repartição pública onde trabalha.

"A história se desenrola ao redor de João e seu ato de honestidade. É curioso porque há um tempo atrás aconteceu um caso parecido com o da história e, nos últimos tempos, temos escutado bastante a respeito de malas e cuecas de dinheiro em Brasília", fala Christine. O diretor do espetáculo Alvise Camozzi diz que "o texto da peça tem como objetivo fazer o espectador pensar na definição de honestidade".

 

Intervenções

Ao chegar no Largo da Memória (onde a peça será encenada, por volta do meio-dia), o grupo de artistas vindo da Biblioteca Mário de Andrade e do Teatro Municipal encontrará Peri Pane (Marcos Dávila), que cantará músicas de sua autoria e abrirá espaço para os atores começarem a encenação. Segundo Alvise Camozzi, "Peri Pane funciona como um narrador da história, que entregará o espetáculo para os atores".

Além disso, durante a peça, alguns atores irão interagir com o público. Os caricaturistas da Oficina do Risco farão desenhos dos espectadores, na rua, enquanto as artistas plásticas Gabriela Lipkaul e Isabel Voegeli estarão vestidas como homens-placas e farão intervenções com pinturas. "Pinta-se cidadãos honestos", gritarão elas, no meio das pessoas. Ainda no decorrer do espetáculo, misturando-se ao público, estarão também as atrizes Rita Wirti, Rachel Brumana, Juliana Pikel, Marina Reis e Elisa Band, que interpretam as filhas do protagonista. Débora Duboc é a responsável por encerrar o espetáculo, cantando acompanhada da Orquestra Olho D`Água e do grupo de maracatu.

 

A direção de Alvise Camozzi

Como o próprio diretor geral de Honestamente afirma, o seu papel é "costurar o trabalho de todos os diretores, orquestrando a multiplicidade de experiência dos participantes desse espetáculo móvel". A peça foi dividida entre os grupos e cada um fica responsável por contar a parte que lhe cabe à sua maneira. "Os artistas e diretores têm origem e influências artísticas diferentes: o que faço é equilibrar esses contrastes", completa Alvise.

 

Sobre Alvise Camozzi

Italiano, nascido em Veneza, o ator e diretor de 31 anos formou-se em Milão na Scuola d'Arte Drammatica "Paolo Grassi" (1994-98, com o espetáculo de formatura Quartett , de Heiner Müller, dirigido por Martin Wuttke), e na escola de Commedia dell'Arte "A l'Avogaria" de Veneza (1992-94). Entre seus trabalhos no teatro italiano estão La Commedia Degli Zanni e La Finta Ammalata , de Carlo Goldoni, La Turandot, de Carlo Gozzi; Rosencranz e Guildestern Sono Morti , de Tom Stoppard; S torie del Bosco Viennese , de Ödön von Horváth; Virún , de Barbara Valli; Lilith ed Enkidu , de B.Valli; Calibania , de Massimiliano Cividati; Salomé , de Oscar Wilde; Leonce e Lena , de Büchner; Il Giardino dei Cigliegi , de A Tchecov; La Tragédia Dell'Uomo , de Imre Madách. Dirigiu Giochi di Sinistro , de Osvaldo Soriano, e Lied Antártico op.1 , de E.Shackleton, no festival de Veneza. No Brasil, fez Sonho de Núpcias , de Otávio Frias Filho, A Parca Norueguesa , com a Manufactura Suspeita, e Fausto Zero , de Gabriel Villela. Foi assistente de direção de Mauricio Paroni De Castro em Abelardo , de Hugo Possolo, O Pelicano , de Marici Salomão, e de Gabriel Villela em Don Carlo . Dirigiu Via de Regra , de Christine Röhrig, Inferno , leitura com Walderez de Barros, Renato Borghi e Cacá Carvalho e Phoebe , de Fassbinder.

 

Sobre Christine Röhrig

A dramaturga e tradutora Christine Röhrig, é membro do Núcleo Suspeito, grupo de artistas que atuam em diversas áreas artísticas, principalmente teatro. Criadora do Teatro de Bolsa , conceito de teatro independente, que se apropria de objetos de cena disponíveis e dispensa palcos e locais convencionais para se apresentar, Christine é autora das peças Marlene e O Sapo e Via de Regra , ambas encenadas durante a mostra de cinema alemão na Cinemateca, organizada pelo Instituto Goethe, em 2002. Além dessas, Christine é responsável, entre outros, pela livre adaptação do conto literário Um artista da Fome , de Franz Kafka, transformado na peça Mr.K e Os Artistas da Fome (Prêmio de melhor espetáculo no Arena Festival e no Festival Internacional de Teatro na cidade de Erlangen, na Alemanha, em julho 2003). Assina a dramaturgia e a tradução das canções de Wedekind para o espetáculo Espírito da Terra , dirigida por Marcio Aurelio. Traduziu as peças Woyzeck e A morte de Danton , de Georg Büchner para as encenações do grupo de Cibele Forjaz , no teatro Arena, até dezembro de 2004, além de traduzir para o português o texto Urfaust Fausto Zero , de Johann Wolfgang Goethe, que já foi encenado diversas vezes e apresentado em julho de 2005 no festival de teatro de Moscou. Escreveu o roteiro do curta-metragem vencedor do festival da Cultura Inglesa 2004, Quero ser Jack White , dirigido por Charly Braun.

 

Sobre Monteiro Lobato

José Bento Monteiro Lobato marcou seu nome na história da literatura infanto-juvenil brasileira. Nasceu dia 18 de abril de 1882, em Taubaté. Além de escritor, foi fazendeiro, pintor e proprietário de uma revista de cultura, Revista do Brasil. Monteiro Lobato vivia permanentemente preocupado em revelar um Brasil desconhecido. Essa preocupação, aliada à necessidade compulsiva de se comunicar, levaram-no ao jornalismo. A partir de 1913, já integrava a equipe do O Estado de São Paulo e, em 1916, tornou-se colaborador da Revista do Brasil, passando a escrever também para publicações como Vida Moderna, O Queixoso, Parafuso, A Cigarra e o Pirralho. É autor dos livros de contos Urupês , Cidades Mortas e Negrinha . Além deles, sua bibliografia é formada pelos romances Idéias de Jeca Tatu , A Onda Verde , Mundo da Lua , O Macaco que se Fez Homem , Mr. Slang e o Brasil , Ferro , América , Na Antevéspera , O Escândalo do Petróleo e A Barca de Gleyre. O escritor de Taubaté é sempre lembrado pelos livros que contam as aventuras da Turma do Sítio do Pica-Pau Amarelo, composta por Emílio, Narizinho, Pedrinho, Dona Benta, Cuca e outros personagens presentes nas histórias de livros como Nas Reinações de Narizinho , O Pica-Pau Amarelo e a Reforma da Natureza , Emília no País da Gramática , entre outros.

 

Sobre o Instituto Cultural Capobianco

Inaugurado em 4 de agosto de 2005 (com o monólogo Sonho de Um Homem Ridículo , com Celso Frateschi), o INSTITUTO CULTURAL CAPOBIANCO está instalado no mesmo local onde, nos anos 20, funcionava a antiga fábrica de ladrilhos e pastilhas R. Capobianco & Cia., de Remo Capobianco, pai de Júlio Capobianco, o idealizador do espaço. Com o objetivo de trazer ao público uma programação cultural que preza pela qualidade, além do espetáculo de Dostoiévski, já passaram pelo ICC - Teatro da Memória o espetáculo de dança Prokofiev aos Pedaços (com as bailarinas Rosa Antuña e Jacqueline Gimenes, e os músicos do coletivi de hip hop Instituto ), o projeto teatral Um Quarto de Pensão (coordenado por Vadim Nikitin, da Cia. Livre) e a exposição Arquitetura da Resistência (com o coletivo Bijari) - todos eventos patrocinados pelo INSTITUTO CULTURAL CAPOBIANCO.

 

Para roteiro

HONESTAMENTE - Apresentação única e gratuita no dia 9 de outubro , domingo, às 12 horas, no Largo da Memória. Saída da Biblioteca Mário de Andrade e do Teatro Municipal às 11 horas. Texto - Christine Röhrig. Direção geral - Alvise Camozzi. Diretores teatrais - Amauri Falseti, Marcelo Lazaratto, Cassio Santiago. Maestros - Paulo Franco, Negro Dido, Ricardo Zoyo. Grupos - Cia Paidéia de Teatro, Cia Zaum, Cia Elevador de Teatro Panorâmico, O Imaginário da Percussão Popular, Centro Cultural Monte Azul e Coral da Paidéia. Participações especiais - Peri Pane (Marcos Dávila), Débora Duboc, Oficina do Risco, Gabriela Lipkaul e Isabel Voegeli . Atrizes convidadas: Rita Wirti, Rachel Brumana, Juliana Pikel, Marina Reis, Elisa Band. Produção - Cacá Toledo. Duração - 90 minutos. Realização - Instituto Cultural Capobianco.

INSTITUTO CULTURAL CAPOBIANCO - r ua Álvaro de Carvalho 97 - Centro. Fone (11) 3237-1187.

www.institutocapobianco.org.br

 

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