» CIA. DANI LIMA ESTRÉIA NO SESC AVENIDA PAULISTA DOIS ESPETÁCULO
DA TRILOGIA VIDA REAL EM 3 CAPÍTULOS
» BASEADA EM TEXTO DE NELSON RODRIGUES, INSÔNIA ESTRÉIA
NO SESC AVENIDA PAULISTA INTEGRANDO O PROJETO PRIMEIRO SINAL
APÓS TEMPORADA DE SUCESSO NO RIO DE JANEIRO, ESPETÁCULO DE CHRISTIANE JATAHY ESTRÉIA NO SESC AVENIDA PAULISTA
No espetáculo A FALTA QUE NOS MOVE OU TODAS AS HISTÓRIAS SÃO FICÇÃO , da companhia Vértice de Teatro, ficção e realidade se misturam. O s atores são eles mesmos e também são personagens das situações. Nunca se sabe se eles estão representando ou improvisando em cena. A peça-performance, dirigida por Christiane Jatahy, explora os limites da teatralidade. No palco, entre conversas e o preparo de um jantar, os personagens recordam acontecimentos e pessoas de um passado comum, alternando momentos comoventes e engraçados. O p úblico recebe guardanapos para registrar suas histórias, memórias e relatos
Com quatro indicações para o Prêmio Qualidade Brasil 2005 (espetáculo, direção, atriz e ator), o espetáculo A FALTA QUE NOS MOVE OU TODAS AS HISTÓRIAS SÃO FICÇÃO , da companhia Vértice de Teatro, estréia dia 24 de novembro , sexta-feira, às 21 horas no Espaço Décimo Andar da UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDA PAULISTA . Com direção de Christiane Jatahy, a peça traz no elenco os atores Cristina Amadeo, Marina Vianna, Kiko Mascarenhas, Pedro Brício e Roberta Gualda.
Em A FALTA QUE NOS MOVE OU TODAS AS HISTÓRIAS SÃO FICÇÃO , os atores são eles mesmos e também são personagens das situações. Nunca se sabe se eles estão representando ou improvisando em cena. Durante o preparo do jantar, eles contam histórias para o público e se relacionam. Com o passar do tempo, acabam revelando suas verdadeiras relações, suas memórias mais íntimas, fazendo a platéia de cúmplice das suas alegrias e das suas dores.
Segundo Christiane Jatahy, diretora e dramaturga do espetáculo, o objetivo de A FALTA QUE NOS MOVE OU TODAS AS HISTÓRIAS SÃO FICÇÃO é falar sobre a memória, a geração dos anos de chumbo e a família com os seus padrões de relação. “A peça foi levantada a partir de um processo colaborativo em sala de ensaio em que histórias reais e ficcionais dos atores se misturavam em improvisos propostos por mim. Com esse material eu construí a dramaturgia final da peça”, explica a diretora, que também comenta que o título da peça é baseado em uma frase do filósofo polonês Arthur Schopenhauer (1788-1860), sobre a falta (no sentido de ausência), como propulsora do desejo, que move os indivíduos em direção ao outro e à vida.
Público pode participar com histórias
Os espectadores quando entram no teatro recebem um guardanapo onde podem deixar registradas suas histórias, memórias e relatos. Esses guardanapos compõem uma exposição permanente no teatro. “ A idéia dos guardanapos é que o público deixe suas histórias expostas, e nós vamos trocando algumas histórias contadas na peça por novas histórias deixadas pelo público. A exposição acontece paralela ao espetáculo e cada vez tem mais histórias. Por todos os lugares onde passamos trazemos e levamos histórias”, conta Jatahy.
A FALTA QUE NOS MOVE OU TODAS AS HISTÓRIAS SÃO FICÇÃO é a segunda peça de uma trilogia iniciada com o espetáculo Conjugado . Essa trilogia pretende desenvolver processos artísticos que discutam as relações do indivíduo a partir dos múltiplos pontos de vistas que o constituem, o seu próprio, o familiar e o social. “ A pesquisa de alguns limites teatrais e de procedimentos contemporâneos na construção de uma dramaturgia/cena faz parte da minha investigação como diretora já faz alguns anos”, fala ela.
Atores fazem jantar
No cenário, somente os objetos necessários para o preparo de um jantar ( uma mesa, seis cadeiras, um forno e luminárias). Como tudo se dá no tempo real e na revelação do que se passa em cena, sem truques, os atores controlam a sonorização e iluminação da peça na frente do público. Eles cozinham de verdade, abrem garrafas de vinho e champanhe, e bebem durante o espetáculo. “A mudança ou alteração no estado físico e psíquico do ator, em função da bebida alcoólica, também é parte da proposta performática da peça”, conta Christiane Jatahy.
Na montagem em São Paulo, no espaço do Décimo Andar da UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDA PAULISTA , o cenógrafo Marcelo Lipiani e a diretora optaram por uma semi-arena, além de deixar todos os vidros das janelas descobertos, com o propósito de interagir as cenas com a cidade.
Sobre a Cia Vértice de Teatro
Criada em 2000 pela diretora Christiane Jatahy, o cenógrafo Marcelo Lipiani e com a participação do dramaturgo José Sanchis Sinisterra, a Cia tem como colaboradores, nos mais recentes projetos, os atores-criadores Cristina Amadeo, Marina Vianna, Malu Galli, Pedro Brício e Kiko Mascarenhas. A Cia Vértice de Teatro montou os seguintes espetáculos: Carícias (2001), de Sergi Belbel; Memorial do Convento (2002/03), de José Saramago e adaptação de José Sanchis Sinisterra; Conjugado (2004), de Christiane Jatahy em parceria com a atriz, Malu Galli, que foi indicado a dois prêmios Shell e três prêmios Qualidade Brasil e Leitor por Horas (2006), de José Sanchis Sinisterra, que foi indicado a três prêmios Shell e quatro prêmios Qualidade Brasil. O objetivo da Cia é dar seguimento e aprofundar a pesquisa de linguagem da diretora, Christiane Jatahy, na investigação de um teatro que se articule com os procedimentos da contemporaneidade, explorando diferentes áreas artísticas e alargando algumas fronteiras teatrais, entre elas; a presença real (aqui e agora) do ator na cena e a referência ficcional do personagem e a indefinição proposital entre o território do ator e o do público. Abrindo frestas para que o espectador colabore com o que vê, saindo da passividade receptiva para uma atividade construtiva da cena.
Para Roteiro :
A FALTA QUE NOS MOVE OU TODAS AS HISTÓRIAS SÃO FICÇÃO – Estréia dia 24 de novembro, sexta-feira, às 21 horas, no Espaço Décimo Andar da UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDA PAULISTA . Com a Cia Vértice de Teatro. Direção e dramaturgia – Christiane Jatahy. Elenco – Cristina Amadeo, Marina Vianna, Kiko Mascarenhas, Pedro Brício e Roberta Gualda. Cenário – Marcelo Lipiani. Iluminação – Renato Machado. Orientação Corporal – Dani Lima. Duração – 60 minutos. Espetáculo recomendável para maiores de 16 anos. Temporada – Sextas-feiras, sábados e domingos às 21 horas. Ingressos – R$ 15,00; R$ 10,00 (usuário matriculado); R$ 7,50 (estudante com carteirinha, aposentado, trabalhador no comércio e serviços matriculado e dependentes). Até 17 de dezembro .
UNIDADE PROVISÓRIA SESC AVENIDA PAULISTA – Avenida Paulista , 119 – Estação Brigadeiro – Fone: (11) 3179 -3700 . Acesso para deficientes físicos. Bilheteria – D e terça a sexta das 9 às 22 horas e sábados, domingos e feriados das 10 às 19 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). Capacidade do Espaço Décimo Andar – 50 lugares. www.sescsp.org.br