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» O DOENTE IMAGINÁRIO GANHA NOVA MONTAGEM COM
CLÁUDIO CAVALCANTI E DIREÇÃO DE JACQUELINE LAURENCE

 

LIMITE 151 CIA. ARTÍSTICA
APRESENTA AS PRECIOSAS RIDÍCULAS

 

Clássico de Molière tem direção de Cláudio Torres Gonzaga, adaptação e tradução de João Bethencourt. Encabeçando o elenco estão Helena Ranaldi, Gláucia Rodrigues e Marcos Oliveira. Estréia dia 2 de fevereiro no Teatro Sérgio Cardoso

Primeiro grande texto de Molière (1622-1673) e peça que lançou o dramaturgo francês como diretor, o clássico As Preciosas Ridículas estréia nova montagem em São Paulo, dia 2 de fevereiro, na sala Sérgio Cardoso do Teatro Sérgio Cardoso. Com adaptação e tradução de João Bethencourt e direção de Cláudio Torres Gonzaga, reúne no elenco Helena Ranaldi, Marcos Oliveira, Gláucia Rodrigues, Marcio Ricciardi, Paulo Carvalho, Jaqueline Brandão, Janaína Prado, André Frazzi e Marcelo Sant´Anna.

Uma das obras-primas do célebre dramaturgo francês, este texto clássico do século 17 foi inicialmente proibido, mas depois recebeu autorização para ser montado. Aborda um tema bastante atual, a busca pela celebridade instantânea e é considerado pela crítica como o momento em que Molière deixou a farsa pela comédia.

Ridicularizando as “précieuses” (o termo preciosas caracteriza, segundo Molière, mulheres preocupadas excessivamente com a aparência e com o vocabulário fino dos salões sofisticados), Molière inventou a história de duas moças burguesas, Catarina (Gláucia Rodrigues ou Jacqueline Brandão) e Madalena (Helena Ranaldi ou Gláucia Rodrigues), que vivem imitando as freqüentadoras dos salões da capital francesa, mulheres socialmente superiores a elas.

Para fingir serem parte da elite, as duas chamam a si mesmas de Polixene e Aminte e intitulam seu criado de Almanzor. Por isso seus namorados decidem aplicar-lhes uma vigorosa lição, vestindo seus criados Mascarille (Marcos Oliveira) e Jodelet (Márcio Ricciardi) como nobres e mandando-os cortejar as afetadas senhoritas. No final, a farsa é revelada e as donzelas recebem uma lição dos pretendentes originais

“Trata-se de meu primeiro Molière, e minha primeira experiência com comédia. Um desafio. Mas estou muito bem cercada por pessoas generosas e criativas como a Gláucia e o Marcos, que têm me deixado muito à vontade”, conta Helena Ranaldi, que está voltando aos palcos. “Meu último trabalho foi em 2000, com Moacyr Góes, em Bonitinha, Mas Ordinária, de Nélson Rodrigues. Já estava com saudades”, garante a atriz.

Ao contrário de Helena, Gláucia Rodrigues está em seu quinto Molière. Marcos Oliveira e o diretor Cláudio Torres Gonzaga também são nomes ligados à comédia. “Faço comédia há 20 anos. As Preciosas Ridículas é um texto que tem um arsenal de situações que são atuais até hoje”, lembra o ator, que na TV vive o Beiçola de A Grande Família (Rede Globo).

De acordo com o paulistano Marcos Oliveira, 30 anos de carreira (que se mudou para o Rio, em 1987, quando deixou o grupo de Antunes Filho para fazer teatro com Bia Lessa), o texto da peça retrata situações que são atuais até hoje. Ele compara seus personagens na TV e no teatro: “Enquanto Beiçola tem um humor ingênuo, romântico, Mascarille é o protótipo da arrogância e da prepotência”.

O diretor Cláudio Torres Gonzaga também é um estreante em matéria de Moliére, mas já fez A Comédia dos Erros e O Mercador de Veneza, de Shakespeare, com a Limite 151. “Montar um clássico acaba sendo mais fácil porque você tem na mão um texto que é reconhecidamente bom. Não se tornou um clássico à toa. A peça tem um tema bastante atual, a busca por ser uma celebridade instantânea”, lembra o diretor. “Optei por um tom mais farsesco para acentuar o fato dos atores interpretarem personagens, que, por sua vez, interpretam outros personagens”, explica o diretor, também roteirista do Programa Zorra Total, da Rede Globo.

Sobre o texto
Escrito em 1658, As Preciosas Ridículas (Les Précieuses Ridicules) estreou em 1669, em Paris. A peça mostra os burgueses deslumbrados com a cultura dos aristocratas, e como os comerciantes da província – ignorantes e ingênuos – desejavam adquirir o requinte e os meneios falsamente elegantes dos fúteis salões da capital francesa. A comédia provocou estrondosas gargalhadas do público, mas trouxe para Molière a antipatia da deslumbrada burguesia, que se sentiu agredida pelo retrato implacável pintado por ele.

As Precisosas Ridículas inaugurou uma nova fase, na vida do comediante: a da crítica de costumes. O artificialismo, os interesses mesquinhos que geralmente regem as relações humanas, o desejo de ascensão social a qualquer preço e a ganância pelo dinheiro são desvendados pelo autor, nas cortantes tramas de suas comédias. Molière deixou outros clássicos que são montados no mundo inteiro até hoje, entre eles: O Tartufo, O Avarento, Escola de Mulheres, Escola de Maridos, Don Juan e O Burguês Fidalgo.

Com essa dimensão de criticar os costumes, a comédia francesa ganhou outra posição entre os gêneros teatrais. Fazendo uma análise dos erros humanos, ela deixava de ser considerada um gênero menor e ingressava no rol das grandes manifestações artísticas, com a mesma dignidade das tragédias clássicas.

Sobre Molière
Autor de obras-primas da comédia, como Tartufo, Jean-Baptiste Poquelin, conhecido como Molière, foi batizado em Paris em 15 de janeiro de 1622. Filho de um rico fornecedor de tapetes da casa real, recebeu educação privilegiada no colégio de Clermont. Recusou-se, porém, a seguir a carreira do pai e decidiu abraçar o teatro quando, em 1643, fundou em Paris, junto com outros nove atores, a companhia L'Illustre-Théâtre, que faliu 16 meses depois. O duque de Épernon patrocinava a trupe. O cenário era Lyon, 1653. Nessa época Molière começou a escrever comédias, incluindo O Marido Ciumento. Em 1658 Molière e os Béjarts voltaram a Paris. Agora sob o patrocínio de Monsieur, irmão do rei, a trupe passou a compartilhar um teatro com uma companhia italiana de commedia dell'arte. Em 1659, As Preciosas Ridículas lançou Molière como diretor. Em 1663 casou-se com Armande Béjart. Nessa época, Molière tornou-se um dos autores favoritos do rei Luis XIV. Em O Doente Imaginário, Molière fazia o papel título quando, ironicamente, teve um ataque em pleno palco, durante a quarta apresentação. Levado para casa morreu pouco depois. Sua esposa teve que implorar ao rei que intercedesse junto ao arcebispo de Paris para que pudesse enterrar o artista, um direito a que os atores tinham de abdicar ao escolher a profissão.

Sobre o grupo Limite 151 Cia Artística
A Limite 151 Cia Artística tem como objetivo a pesquisa e o desenvolvimento de uma concepção estética que identifique na linguagem cênica diferentes formas de construção do pensamento. A CIA é formada pelos atores Gláucia Rodrigues e Edmundo Lippi e pelo compositor Wagner Campos, que, juntos desde 1991, já encenaram as peças: “Os Sete Gatinhos” de Nelson Rodrigues, direção de Marcelo de Barreto; O infanto-juvenil “Dom Quixote”, adaptação de Wagner Campos, direção de Cláudio Torres Gonzaga; “A Comédia dos Erros” e “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, direção de Cláudio Torres Gonzaga; “À Margem da Vida”, de Tennessee Williams, direção de Roberto Vignati; “Frankenstein”, de Mary Shelley, adaptação de Sidinei Cruz, direção de Angela Leite Lopes; “As Malandragens de Scapino”, de Molière, direção de João Bethencourt; “O Olho Azul da Falecida”, de Joe Orton, direção de Sidnei Cruz; “O Avarento”, de Molière, tradução e direção de João Bethencourt; “A Moratória”, de Jorge Andrade, direção de Sidnei Cruz; “Tartufo, O Impostor”, de Molière, tradução e direção de Jacqueline Laurence; “Os Contos de Canterbury”, de G. Chaucer, direção de Sidnei Cruz, e agora “As Preciosa Ridículas”, de Molière, direção de Cláudio Torres Gonzaga. http://www.cialimite.com.br/

Sobre o diretor
Claudio Torres Gonzaga é diretor de teatro e cenógrafo, diversas vezes premiado. Entre as peças que dirigiu, destacam-se BOCA DE OURO e MULHER SEM PECADO, de Nélson Rodrigues; COMÉDIA DOS ERROS, O MERCADOR DE VENEZA e MACBETH, de William Shakespeare; AS ARMAS E O HOMEM DE CHOCOLATE, de Bernard Shaw; e PRECIOSAS RIDÍCULAS, de Molière. Professor e Mestre em Teatro pela Uni-Rio. Participou como ator de diversas campanhas publicitárias, entre elas a do CASAL UNIBANCO. Atualmente é redator da TV Globo, tendo escrito para os programas BELO E AS FERAS, ESCOLINHA DO PROFESSOR RAYMUNDO, MALHAÇÃO, TATI NO FANTÁSTICO, BRAVA GENTE e SAI DE BAIXO. Foi redator final de SOB NOVA DIREÇÃO e há quatro anos comanda a redação de ZORRA TOTAL. Dirigiu a peça ENFIM NÓS, escrita em parceria com Bruno Mazzeo, que está em cartaz no momento.

Para roteiro
As Preciosas Ridículas – Estréia dia 2 de fevereiro, às 21h00, na sala Sérgio Cardoso do Teatro Sérgio Cardoso (886 lugares), na rua Rui Barbosa, 153, Bela Vista, tel. 3288-0136. Bilheteria abre a partir de quarta, às 15h. Temporada - De 2 de fevereiro a 11 de março. Sexta às 21hs sábado às 20h e Domingo às 18 horas. Censura - 10 anos. Ingresso – sexta, sábado e domingo a R$ 30,00. Duração - 70 minutos.

Texto: Moliére. Adaptação e tradução: João Bethencourt. Direção: Cláudio Torres Gonzaga. Elenco: Helena Ranaldi, Marcos Oliveira, Gláucia Rodrigues, Jacqueline Brandão, Paulo Carvalho, Janaína Prado, André Frazzi, Marcelo Sant´Anna, entre outros. Cenários e figurinos: Colmar Diniz. Iluminação: Rogério Wiltgen. Coreografia: Cláudio Baltar. Direção de Produção – Edmundo Lippi. Realização: Limite 151 Cia. Artística.

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