Centro Cultural Banco do Brasil apresenta
Alô... Alô...? 100 Anos de Carmen Miranda
Para comemorar o centenário de nascimento de Carmen Miranda, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta série de shows inéditos. Roberta Sá e Pedro Luís abrem a programação dia 9. Depois tem Rita Ribeiro e Eduardo Dussek (dia16), Verônica Ferriani e Pedro Miranda (dia 23), Beatriz Faria e Marcos Sacramento (dia 30)
Com direção artística e musical de Luís Filipe de Lima, as quatro duplas revivem as várias fases musicais da Pequena Notável. Os shows acontecem às terças-feiras do mês de junho, a partir do dia 9, em dois horários, sempre com comentários de Ruy Castro ou Sérgio Cabral
Depois de passar por Brasília e Rio de Janeiro, chega a São Paulo o projeto Alô... Alô...? 100 Anos de Carmen Miranda, série de shows dedicados à memória da grande cantora, uma das mais importantes referências do Brasil no mundo, "a maior estrela do disco, rádio, do cinema, dos palcos e dos cassinos brasileiros de 1930 a 1939", de acordo com seu biógrafo Ruy Castro. São quatro shows temáticos, realizados pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em seu teatro, nos dias 9, 16, 23 e 30 de junho, terças-feiras, em dois horários, às 13h e 19h30.
Com idealização, direção artística e direção musical de Luís Filipe de Lima, a série apresenta as variadas faces do repertório de Carmen Miranda, "a brasileira mais famosa do século 20", segundo Ruy Castro - os primeiros anos de carreira, a projeção nacional, a presença em Hollywood e na Broadway, os sucessos mais marcantes. A série trata do mito e das verdades sobre a cantora.
O espectador que assistir aos 4 shows terá um panorama da carreira de Carmen. Com certeza. Das quase 300 canções que Carmen gravou, a série apresenta cerca de 50, escolhidas para representar as principais fases de sua carreira e os principais gêneros a que ela se dedicou.
Para o diretor, "Carmen é figura de grande importância na história da música brasileira, sua presença é marcante no repertório de muitos compositores que fizeram escola (Ary Barroso, Dorival Caymmi, Assis Valente, Lamartine Babo, Synval Silva etc.) e também no repertório de inúmeros intérpretes que vieram depois dela. É inevitável trabalhar com o repertório dos anos 30 e 40 (e suas releituras posteriores), especialmente com samba-choro e marchinhas, sem se envolver com Carmen"..
Segundo Luís Filipe, "o projeto pretende destacar a fase brasileira de Carmen, que vai de 1929 (ano de sua primeira gravação) até 1939 (ano em que viajou para os EUA)". Para Luís Filipe, "Carmen é hoje lembrada pelos clichês visuais como as bananas e abacaxis na cabeça, os turbantes exóticos, os balangandãs e os vestidos de baiana estilizados que apresentava nos filmes de Hollywood. Esta Carmen é mais uma personagem apresentada em sua fase norte-americana do que a artista de grande personalidade criadora que dominou o cenário da música brasileira nos anos 30". Sem deixar de fazer referência à fase americana da cantora, a série é um tributo à memória da Carmen "brasileira", bem menos lembrada pelas gerações posteriores.
Ruy Castro, que escreveu Carmen, pela Companhia das Letras, e Sérgio Cabral, jornalista e apresentador, participam dos espetáculos como apresentadores. A idéia é fugir de qualquer tom didático ou acadêmico. As intervenções acontecem de maneira informal, em meio a blocos de canções, sempre contando histórias sobre Carmen ou contextualizando as canções do roteiro, com opinião e boas doses de humor", explica Luís Filipe, completando ser essa a oitava série de shows que idealiza e dirige no circuito dos CCBBs (RJ, SP e BSB).
PROGRAMAÇÃO
Cada show terá seu time de músicos e cada dupla de artistas se apresenta primeiro solo e depois juntos no palco. A programação abre com o show A Pequena Notável, no encontro de Roberta Sá e Pedro Luís (dia 9), com apresentação de Ruy Castro. A segunda semana segue com o show O que é que a baiana tem?, com Eduardo Dussek e Rita Ribeiro com os cometários de Ruy Castro. O show É Disso Que eu Gosto tem apresentação de Verônica Ferriani e Pedro Miranda (dia 23), com as intervenções de Sérgio Cabral. O quarto e último tema Brazilian Bombshell reúne Beatriz Faria e Marcos Sacramento (dia 30), também com apresentação de Sérgio Cabral.
Sobre o critério de seleção das duplas e dos repertórios, o diretor diz: "São todos intérpretes que têm sintonia com a figura de Carmen, sem deixar de ter sua própria personalidade. O público não deve esperar, em momento algum, qualquer "cover" de Carmen em cena. Todos os intérpretes da série têm sua própria marca, sua própria história. O que se pretende aqui é entrar em comunhão com o espírito irreverente e cheio de energia de Carmen, homenageando-a sobretudo por meio da releitura de seu repertório".
Todos os arranjos, assinados por Luís Filipe de Lima, apontam para uma releitura moderna das canções criadas por Carmen, mas ao mesmo tempo em sintonia com o que se fazia nos anos 30 e 40. A formação usada na série é a de um conjunto regional típico (sopro, violão, cavaquinho e percussão), com um maior peso na percussão e com harmonizações contemporâneas. "Em alguns casos, conservei as introduções dos arranjos originais (muitos deles de Pixinguinha ou Benedito Lacerda), por serem muito marcantes, mas na maioria das vezes reescrevi introduções e comentários melódicos", explica.
Dia 9 de junho
A Pequena Notável
Roberta Sá e Pedro Luís. Apresentação de Ruy Castro
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Milton de Mori (cavaquinho), Edu Neves (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão).
Na primeira apresentação, no show A Pequena Notável, a moderna voz de Roberta Sá se junta a de Pedro Luís, com a apresentação de Ruy Castro. "Esse show traça uma panorâmica da trajetória de Carmen, com repertório que abrange desde seu primeiro sucesso, a marcha Taí, de Joubert de Carvalho, até as canções gravadas nos Estados Unidos", adianta o diretor musical Luís Filipe de Lima. Pedro Luís destaca a importância de reverenciar a grande cantora. "Carmen foi nossa maior interprete e promotora de autores brasileiros, além de propagar a brasilidade mundo afora".
Roberta Sá canta Balancê (João de Barro e Alberto Ribeiro, de 1936), Disseram que Voltei Americanizada (Vicente Paiva/Luiz Peixoto, de 1940), Na Batucada da Vida (Ary Barroso/Luiz Peixoto, de 1934), Taí (Joubert de Carvalho, de 1030) e Tico-tico no Fubá (Zequinha de Abreu/Aloysio de Oliveira, de 1945). Pedro Luís apresenta Chegou a Hora da Fogueira (Lamartine Babo, de 1933), Goodbye, Boy (Assis Valente, de 1932), Moleque Indigesto (Lamartine Babo, de 1933), O Dengo que a Nega Tem (Dorival Caymmi, de 1940), e Paris (Alberto Ribeiro/Alcyr Pires Vermelho, de 1938). Os artistas se encontram no palco e cantam juntos Alô, alô (André Filho, de 1941) e Quem é? (Custódio Mesquita /Joracy Camargo, de 1937).
Dia 16 de junho
O que é que a baiana tem?
Rita Ribeiro e Eduardo Dussek. Apresentação de Ruy Castro
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Henrique Cazes (cavaquinho), João Poleto (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão).
O show O que é que a baiana tem? reúne Eduardo Dussek e Rita Ribeiro com apresentação de Ruy Castro. O repertório enfoca a fase brasileira de Carmen com canções de Ary Barroso, Caymmi e Assis Valente, entre outros. "São as canções que Carmen Miranda consagrou no Brasil, antes de se mudar para os Estados Unidos. São sucessos tão sacramentados que é impossível destacar um entre tantos clássicos", ressalta Luís Filipe.
Eduardo Dussek fala que sua forte ligação com a música de Carmen Miranda foi determinante para topar o convite e participar do projeto. "Eu topei porque acho que devo "civicamente" essa missão à Carmen Miranda. Divulgar sua trajetória e seu legado para as novas gerações. Afinal, Carmen influenciou diretamente a formação da música popular que se faz no Brasil hoje em dia". Dussek, além de participar de CDs, DVDs, songbooks e shows internacionais sobre a cantora, escreveu uma biografia bilíngue (português e inglês), enfocando o lado musical de Carmen. Rita Ribeiro, que já colocou canções de Carmen em seus shows explica que se identifica com sua arte, "principalmente no que diz respeito à vivacidade, irreverência e modernidade de sua trajetória artística".
No repertório de Rita Ribeiro estão as músicas A Preta do Acarajé (Dorival Caymmi, de 1939), Cantoras do Rádio (Alberto Ribeiro/João de Barro, de 1936), Eu dei... (Ary Barroso, de 1937), Tic-tac do meu Coração (Alcyr Pires Vermelho/Walfrido Silva, de 1935) e Uva de Caminhão (Assis Valente, de 1939). Eduardo Dussek interpreta Adeus, Batucada (Synval Silva, de 1935), Cachorro vira-lata (Alberto Ribeiro, de 1937), Camisa Listada (Assis Valente, de 1937), Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso, de 1938) e Samba Rasgado (Portelo Juno/J. Pereira, de 1938). Ao final eles se encontram no palco para cantar Como "vais" você? (Ary Barroso, 1936) e O que é que a Baiana Tem? (Dorival Caymmi, de 1939).
Dia 23 de junho
Disso é que eu gosto
Verônica Ferriani e Pedro Miranda. Apresentação de Sérgio Cabral
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Milton de Mori (cavaquinho), Edu Neves (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão).
A terceira semana tem apresentação de Verônica Ferriani e Pedro Miranda, como intérpretes do show Disso é que eu gosto, com as intervenções de Sérgio Cabral. No roteiro, músicas pouco lembradas do repertório de Carmen, com destaque para canções humorísticas e gravadas em dupla. "Uma particularidade deste show é o grande número de duos que faremos", comenta Verônica. "Vamos relembrando músicas que foram cantadas em dupla por Carmem e cantores representativos do período, especialmente Mário Reis, Almirante, Lamartine Babo e Barbosa Júnior."
Mergulhada em sua obra por conta do projeto, Verônica destaca a importância de Carmen na formação da nova geração. "Ela é tão completa e tem qualidades tão diversas que acaba por servir de referência em diferentes aspectos: na brejeirice, no canto falado, atento à interpretação verossímil do texto, na atenção especial aos figurinos e à sua imagem como artista, no gerenciamento que fazia de sua própria carreira. Quanto mais conheço, mais me encanto."
No set list de Verônica Ferriani estão Disso é que eu Gosto (Vicente Paiva/Luiz Peixoto, de 1940), E Bateu-se a Chapa (Assis Valente, de 1935), Eu também (Lamartine Babo, de 1934), O Samba e o Tango (Amado Regis, de 1937). Pedro Miranda mostra Isto é lá com Santo Antônio (Lamartine Babo, de 1934), Me dá, me dá (Portelo Juno/Cícero Nunes, de 1937), Miss Sertão (Plínio de Britto/Domingos Magarinos, de 1930), O que é que você fazia? (Hervé Cordovil/Noel Rosa, de 1936). Juntos, eles cantam Casaquinho de Tricô (Paulo Barbosa, de 1935), Cozinheira Granfina (Sá Roris, de 1939), Me Respeite, Ouviu? (Walfrido Silva, de 1933), e Que Baixo (Milton Amaral, de 1939).
Dia 30 de junho
Brazilian Bombshell
Beatriz Faria e Marcos Sacramento. Apresentação de Sérgio Cabral
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Milton de Mori (cavaquinho), Edu Neves (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão)
A quarta e última apresentação traz Beatriz Faria e Marcos Sacramento, em Brazilian Bombshell, com comentários de Sérgio Cabral. Esse show trata exclusivamente da fase norte-americana de Carmen, com destaque para canções que ela apresentou no cinema e em shows na Broadway, algumas delas em inglês. Brazilian Bombshell (explosão brasileira) era a expressão como ela ficou conhecida nos Estados Unidos.
Beatriz Faria é a primeira a subir no palco interpretando Aquarela do Brasil (Ary Barroso, de 1943), Chattanooga choo choo (Harry Warren/Mack Gordon, de 1942), Chica Chica Boom Chic (Harry Warren/Mack Gordon, de 1941), I, yi, yi, yi, yi (Harry Warren/Mack Gordon, de 1941) e Mamãe eu Quero (Jararaca/Vicente Paiva, de 1939). Marcos Sacramento apresenta Bambo do Bambú (Donga/Patrício Teixeira, de 1939), Diz que Tem (Vicente Paiva/Aníbal Cruz, de 1939), South American Way (Jimmy MacHugh/Al Dubin, de 1939), The lady in the tutti-frutti hat (Harry Warren/Leo Robin, de 1943) e Touradas em Madri (João de Barro/Alberto Ribeiro, de 1939). Eles encerram cantando juntos Boneca de Piche (Ary Barroso/Luiz Iglesias, de 1942) e Cai, Cai (Roberto Martins, de 1941).
CARMEM MIRANDA - BIOGRAFIA
Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 9/2/1909 em Marco de Canaveses - Portugal. Em 1910 se mudou com a família para o Rio de Janeiro. Aos 16 anos, sob a influência de Pixinguinha, freqüentador da pensão dos seus pais, Carmen dá início a sua carreira musical, tendo seu repertório composto de tangos. Em 1928, conheceu o compositor e violonista baiano Josué de Barros, que, impressionado com o seu talento, iniciou a jovem no meio artístico.
Decidido a investir na cantora, Josué conseguiu com que gravasse um disco na Brunswick. Logo em seguida surgiu a oportunidade de gravar outro disco na RCA Victor. Seus dois discos saíram simultaneamente em 1930 e com eles seu primeiro grande sucesso, a marcha Taí. Em menos de seis meses já era considerada a maior cantora popular brasileira. Sua estréia no cinema se deu em 1932. Seu último filme no Brasil, Banana da Terra, em 1939, no qual interpretava O que é que a baiana tem?, criou o estilo que a consagrou no mundo inteiro: roupas de baiana, turbantes, balangandãs, sandálias plataforma, as conhecidas gesticulações dos braços e do corpo, o revirar de olhos e o sorriso contagiante. Ao longo de sua carreira, Carmen atuou em 5 filmes no Brasil e 16 nos EUA.
Em 1938, com o falecimento do pai, Carmen pensou em abdicar de sua carreira, mas tinha vários contratos fechados. Até 1939, ano em que foi morar nos Estados Unidos, a Pequena Notável cantou em cinemas, cassinos, teatros, rádios e feiras. Quando estava em temporada no Cassino da Urca, foi contratada pelo empresário norte-americano Lee Schubert para ser uma das principais intérpretes na revista musical Street of Paris, na Broadway. Carmen criou uma linguagem universal, falava com seu corpo, suas mãos, seus olhos, seu sorriso. E recebeu seu slogan americano: Brazilian Bombshell .
Em julho de 1940 a cantora veio ao Brasil. Apesar da calorosa recepção em seu desembarque no porto, ao fazer um show beneficente no dia 15 de julho no Cassino da Urca, teve um choque com a frieza do público, que a julgou "americanizada". Abalada, Carmen cancelou todos os espetáculos e isolou-se em sua casa. Dois meses depois planejou uma reaparição no mesmo Cassino da Urca com um novo repertório do qual fazia parte o sucesso "Disseram que voltei americanizada". Foi um estrondo, e a crítica voltou a elogiá-la.
Em 25 de março de 1941 Carmen foi convidada a deixar suas mãos e seus pés na calçada da fama, sendo a única sul-americana a deixar suas marcas na famosa calçada. Em março de 1947 casou-se com o norte-americano David Alfred Sebastian, que tornou-se seu empresário. Em 1951 fez uma turnê no Havaí e em 1953 uma grande excursão pela Europa, sempre muito requisitada pelos seus fãs.
Em dezembro de 1954, longe do Brasil por catorze anos, a Pequena Notável, retornou à sua terra natal para rever a família e descansar. Quatro meses depois regressou aos EUA. Estafada devido à intensidade de seus compromissos profissionais, no dia 5 de agosto de 1955, aos 46 anos, é vítima de um enfarte fulminante, após uma apresentação num programa de TV. Estava sozinha em seu quarto e só foi encontrada no dia seguinte por seu marido. Foi enterrada no cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. O funeral foi acompanhado por mais de 500 mil pessoas cantando Taí e Adeus Batucada. Carmen Miranda, em 20 anos de carreira deixou sua voz registrada em 279 gravações no Brasil, 34 nos EUA e atuou em 19 filmes.
CARMEM MIRANDA - UM SÍMBOLO DO BRASIL
Carmen Miranda é ainda hoje a cantora brasileira que mais fez sucesso no exterior. Dona de um estilo único, particular e inovador tanto na maneira de cantar como na performance de palco, teve uma vida de mito, repleta de glórias e dramas. Nascida em 1909, em Portugal, chegou ao Brasil com dez meses. A carreira - sempre ascendente - começa em 1929 no Brasil. Aos trinta anos recém completados, em 1939, convidada para fazer carreira em Nova York, recomeçou tudo no mercado mais disputado do mundo. A história se repetiu, só que em escala vertiginosa.
Em questão de semanas, o rádio, os discos, os nightclubs, as capas de revistas, os anúncios de publicidade e até as vitrines das grandes lojas, todos queriam a Brazilian Bombshell (explosão brasileira). Hollywood também - e, mais uma vez, bastou aparecer em um filme para seu nome ganhar dimensão mundial. Nas palavras de seu biógrafo Ruy Castro: "Não há exagero nessas afirmações. Na verdade, elas não refletem nem sombra do que Carmen Miranda realmente significou nos anos 40 e 50. O Brasil nunca compreendeu a dimensão de sua lenda e nem sempre soube aceitar seu sucesso americano".
SOBRE LUÍS FILIPE DE LIMA
Desde 2003, já montou séries sobre Lamartine Babo, Lupicínio Rodrigues, Ismael Silva, samba-de-breque, partido-alto, sambas inéditos, violão de sete cordas. Além disso, participou em outras séries em cartaz no CCBB apenas como diretor musical ou violonista (Brasil de Todos os Sambas, Zé Kéti, Nelson Cavaquinho, Ataulfo Alves, entre outras). Por quatro anos seguidos, dirigiu shows do Projeto Pixinguinha, na Funarte, participando de sua comissão de seleção e curadoria. Produziu discos de samba, choro e MPB ao longo de mais de vinte anos de carreira. Assinou a direção musical de diversos espetáculos teatrais, entre eles Sassaricando (marchinhas carnavalescas), musicais biográficos sobre Grande Othelo e Noel Rosa. Fez a trilha sonora original e produção musical do longa Poeta da Vila, também sobre a vida de Noel. Como violonista, vêm, acompanhando ao longo de sua trajetória nomes expressivos da música brasileira, como Nei Lopes, Elton Medeiros, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Monarco, Nelson Sargento, Paulinho da Viola, Moacyr Luz, Leny Andrade, Guilherme de Brito, Bezerra da Silva, Dona Ivone Lara, Xangô da Mangueira, Rita Ribeiro, Jards Macalé, Pedro Luís, Monica Salmaso e Roberta Sá, entre outros.
PARA ROTEIRO
Alô... Alô? 100 Anos de Carmen Miranda - Dias 9, 16, 23 e 30 de junho, terças-feiras, às 13h e 19h30, no teatro do Centro Cultural Banco do Brasil. Duração - 60 minutos. Espetáculo recomendável para maiores de 14 anos. Ingressos - R$ 6,00 e R$ 3,00 (para estudantes e idosos).
Dia 9 de junho - Roberta Sá e Pedro Luís - A Pequena Notável. Apresentação de Ruy Castro.
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Milton de Mori (cavaquinho), Edu Neves (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão).
Dia 16 de junho - Rita Ribeiro e Eduardo Dussek - O que é que a baiana tem? Apresentação Ruy Castro.
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Henrique Cazes (cavaquinho), João Poleto (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão).
Dia 23 de junho - Verônica Ferriani e Pedro Miranda - Disso é que eu gosto. Apresentação de Sérgio Cabral.
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Milton de Mori (cavaquinho), Edu Neves (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão).
Dia 30 de junho - Beatriz Faria e Marcos Sacramento - Brazilian Bombshell. Apresentação Sérgio Cabral.
Músicos - Luís Filipe de Lima (violão 7 cordas), Milton de Mori (cavaquinho), Edu Neves (sopros), Paulino Dias (percussão), Roberta Valente (percussão)
Centro Cultural Banco do Brasil - São Paulo. R. Álvares Penteado, 112, Centro. (11) 3113-3651 / 3113-3652 .www.bb.com.br/cultura. bb.com.br/cultura. Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada). Acessos - Estações Sé e São Bento do Metrô. Praças do Patriarca e da Sé. Acesso e facilidades para pessoas com deficiência física// Ar-condicionado // Loja // Café Cafezal. Estacionamentos - Opções de estacionamentos particulares na Rua Boa Vista, Rua Senador Feijó e Rua Libero Badaró. Confirmar dias e horários de funcionamento. Próximo às estações Sé e São Bento do Metrô. Informações: (11) 3113-3651/ 3313-3652. Censura livre.
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