DE VITA SUA, inspirada na obra Um Monge no Divã,
de David Levisky, estreia no Miniteatro dia 22 de maio
A peça leva aos palcos a vida de Guibert de Nogent, monge que viveu na Normandia no século 11, cujo diário baseou o livro do psiquiatra David Levisky. A adaptação enfoca a universalidade das questões existenciais trazidas no relato de Guibert, faz paralelos da vida do monge com a paixão de Cristo e criticas ácidas à igreja católica
O MINITEATRO - sede da Cia da Revista, inaugurada recentemente na Praça Roosevelt, 108 - apresenta o espetáculo DE VITA SUA, com estreia marcada para dia 22 de maio, sexta, às 21 horas. A peça é baseada no livro Um Monge no Divã, do psicanalista David Levisky. Com direção de Kleber Montanheiro (prêmio APCA 2008 de melhor direção por Sonho de Um Noite de Verão) e adaptação de Marilia Toledo (ganhadora do prêmio Shell 2008 de melhor autora, por Amor de Servidão), a trilha sonora foi escolhida pelo maestro Robeto Minczuk.
A encenação recria a atmosfera de um mosteiro católico na Idade Média Central, onde um monge - Guibert de Nogent -, prometido por sua mãe a Deus desde o nascimento, relata sua rotina, seus mais profundos sentimentos, medos, dúvidas, fraquezas, seus pecados, suas penitências e seu esforço sobre-humano em tentar compreender a vida que lhe foi imposta. Um homem que poderia ser qualquer um de nós. O enredo toca em questões como a existência humana, de Deus, da fé, da religião, da culpa, do bem e do mal, da paz e da redenção dos pecados.
Passeiam, pelas lembranças e imaginário do monge, a mãe adorada (imaculada, santa e ao mesmo tempo objeto de desejo, tentação e pecado), o pai morto, o tutor e carrasco, os companheiros de monastério, o divino e seus próprios anjos e demônios.
Do livro ao palco
Escrito pelo psiquiatra e psicanalista David Levisky, o livro Um Monge no Divã, lançado em 2007, faz uma análise psicanalítica do monge beneditino Guibert de Nogent a partir da autobiografia deixada por ele, intitulada De Vita Sua. Guibert, que viveu na Normandia entre 1055 e 1125, escreveu, durante todos os seus dias de dedicação à religião, um diário relatando suas percepções e dificuldades sobre os quatro estágios básicos da vida, infância, adolescência, idade adulta e velhice.
A idéia de levar o livro aos palcos partiu do próprio autor. David acreditava no potencial da história em se tornar uma peça e convidou Marilia Toledo para fazer a adaptação. A partir daí, foi um intenso trabalho de dramaturgia a fim de recriar os diálogos e situações vividas pelo monge a partir de seu diário. "Fiz uma livre-adaptação e optei por traçar a vida do monge sem dar tanta ênfase à fase da adolescência, que é o foco do livro. Ele ora contracena com os demais personagens, ora aparece na figura de narrador e se comunica diretamente com a plateia. Trouxe à cena também outros personagens, como os avós maternos, a mãe e o pai jovens, além das figuras do anjo e do diabo que estão dentro de Guibert", conta Marilia.
Outro ponto realçado pela dramaturga na montagem é a relação com a instituição da Igreja católica. Segundo Marilia, "o forte contexto religioso é inevitável, porque Guibert já nasce destinado à vida monástica. Mas, no livro, pesar de ser judeu, David dá um viés neutro para escrita. Já eu, como católica que desde pequena tenho uma ligação muito forte com a religião e um olhar muito severo e ácido sobre ela, reforço essa minha visão na adaptação. Trago ao primeiro plano as relações de poder e manipulação exercidos pela Igreja".
Uma história atual e universal
"O objetivo não é simplesmente contar a história de um monge que nasceu em 1055 e sofreu com a questão de ser prometido à vida religiosa. Na montagem, procuramos levantar qual o impacto que essa história causa hoje dentro de nossa sociedade, uma história que toca em questões do próprio entendimento da vida", diz o diretor Kleber Montanheiro. "O mais interessante da obra é essa constatação de que, mesmo com tantos séculos de diferença, os conflitos humanos permanecem os mesmos em sua essência", complementa Marilia.
Eles contam que, no palco, fazem um paralelo bem claro entre a história do monge e a paixão de Cristo. Em cena, estão os momentos de anunciação, ressurreição, crucificação, tentação. "A ideia é questionar e mostrar o que há de humano ali, tirando o ar de épico, distante, daquilo em que não se pode mexer ou questionar. Procuramos trazer à tona os anjos e demônios que estão dentro de cada um de nós, mostrando que a história de Guibert, ou de Cristo, pode ser a de qualquer um", revela Kleber.
Cenário e figurinos mantêm a estética da Idade Média, fazendo o público sentir como se entrasse no monastério, mas, ao mesmo tempo, há elementos imagéticos que trazem informações contemporâneas à cena. O contraponto moderno a essa atmosfera medieval também é dado pela trilha sonora, assinada pelo maestro Roberto Minczuk, atual diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro, do Theatro Municipal carioca, da Filarmônica de Calgary e diretor artístico do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.
Para roteiro:
DE VITA SUA - Estreia dia 22 de maio, sexta-feira, às 21 horas, no Miniteatro (1º andar). Temporada - sextas e sábados, às 21 horas e domingos às 20 horas. Até 26 de julho. Texto: Marilia Toledo. Direção, Cenário e Figurinos: Kleber Montanheiro. Iluminação: Guilherme Bonfanti. Trilha Sonora: Roberto Minczuk. Com Cia da Revista. Elenco: Marcelo Galdino, Veridiana Toledo, Daniela Cury, Juliana Bógus Saad, Greta Antoine, Caio Salay, Paulo Vasconcelos e Daniela Lobo. Produtor Associado: Ricardo Levisky. Duração: 70 minutos. Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia). Censura: 14 anos. Capacidade: 40 lugares.
MINITEATRO - Praça Roosevelt, 108. Não trabalharão com crédito e débito no início. Só cheque e dinheiro. Horário de funcionamento da bilheteria: sexta-feira - a partir das 19 horas, sábados e domingos - a partir das 14 horas. Ar-condicionado e acesso para deficientes físicos. A capacidade do teatro irá variar de acordo com a peça. Telefone: (11) 2865-5955. Sede da Cia da revista, formada por por Marilia Toledo, Kleber Montanheiro, Veridiana Toledo, Marcelo Galdino, Ariel Moshe, Daniela Cury, Juliana Saad, Greta Antoine, Velson D´Souza, Paulo Vasconcelos, Caio Salay, Daniela Lobo, Carlos Dias, Márcio Bueno Dias, Cris Rocha e Daniela Flor.
Bem Aventurados os Anjos que Dormem
reestreia inaugurando o Miniteatro,
de Marília Toledo e Kleber Montanheiro
Com influências de obras clássicas como Frankenstein, A Metamorfose e O Retrato de Dorian Gray, o texto de Marilia Toledo (prêmio Shell 2008 de melhor autora, ao lado de Marçal Aquino por Amor de Servidão) conta quatro histórias paralelas que acontecem em torno de uma misteriosa casa, em diferentes épocas do século 20. Em clima de suspense, a tragicomédia guarda surpresas também no cenário, figurino e direção de Kleber Montanheiro
Depois de fazer temporada de outubro a dezembro de 2008 no Teatro Aliança Francesa, a peça de autoria de Marilia Toledo e direção de Kleber Montanheiro, Bem Aventurados os Anjos que Dormem, reestreia dia 17 de abril, sexta-feira, à meia-noite, no mais novo teatro de São Paulo, o Miniteatro (sala superior), espaço cultural da Cia. da Revista, encabeçada por Marília Toledo e Kleber Montanheiro.
No elenco, Cris Rocha (Hanna), Daniela Flor (Mary), Ariel Moshe (Stein/Frank), Carlos Dias (Paolo/Julian) e Márcio Bueno Dias (Nani) dão vida a essa história tragicômica. Numa narrativa não cronológica, sete personagens em quatro épocas diferentes vão ter seus destinos unidos pela tentativa de trazer de volta à vida o cientista Stein, morto após um experimento que fugiu de seu controle.
Em 1913, Stein - um homem solitário e renomado cientista - procura uma fórmula para dar vida própria ao seu reflexo no espelho. A experiência é bem sucedida mas foge ao controle do cientista: o reflexo sai do espelho e domina a vida do homem, levando-o à morte. O reflexo de Stein morre junto com ele, deixando um filho com a governanta Hanna. A partir daí, a trajetória dos personagens vai ser pautada pela tentativa de trazer Stein de volta à vida. Hanna e seu filho Nani transformam a casa em uma hospedaria, mas os hóspedes, como o viajante Paolo, na verdade vão ser cobaias para experimentos que os dois fazem no antigo laboratório do cientista. Anos depois, Nani - já adulto e agora um médico de sucesso - se envolve com uma mulher casada e usa seus conhecimentos científicos para gerar um herdeiro em sua amante, já que ela é estéril. Porém, esse vai ser mais um experimento seu para trazer Stein de volta à vida.
"A idéia surgiu no bicentenário de morte de Hans Christian Andersen, em 2005. Kleber já tinha o espetáculo O Rouxinol, baseado num conto de Andersen, e começamos a pesquisar o universo dele para propor novos espetáculos. Achei em sua obra um conto para adultos chamado A Sombra, sobre um homem que começa a perceber que sua sombra está se destacando dele. A partir disso, veio a idéia inicial do espetáculo: a história de um renomado cientista em busca de uma experiência para dar vida ao seu reflexo no espelho", conta a dramaturga Marilia Toledo. Além de Andersen, para escrever a peça, ela se inspirou no universo dos autores Mary Shelley, Franz Kafka, Robert Louis Stevenson, Oscar Wilde e Roald Dahl. "Na peça fizemos uma brincadeira com os nomes dos personagens (Frank, Stein, Mary), explicitando essas influências. O Retrato de Dorian Gray também traz esse mote de uma imagem do protagonista que começa a criar vida própria. O Médico e o Monstro, o conto de Andersen, e mesmo o mito de Narciso trazem ainda o tema dessa dupla personalidade boa e ruim que existe nas pessoas. Kafka entra com a temática da criação não humana do filho de Mary", conta ela.
"A nossa ideia era trabalhar com o clima do suspense, que é uma coisa que não se vê muito em teatro. Trabalho com o texto todo fragmentado, sem ordem cronológica. A história é contada de maneira desordenada, como quebra-cabeça, um enigma através do qual o espectador vai descobrir aos poucos o que está acontecendo", conta o diretor Kleber Montanheiro.
Figurino e cenário com clima de suspense
Além de dirigir, Kleber Montanheiro é responsável pelo cenário e o figurino. Ele conta que esses elementos também vão ajudar a criar o clima de suspense e a fazer as passagens de tempo da narrativa. Visualmente limpo, o cenário tem nas laterais do palco cortinas de tecido fino e a casa de Stein no centro. Construída sobre uma plataforma giratória, durante toda a peça a casa se move, e o público poderá vê-la de diferentes ângulos conforme muda a narrativa.
Os atores ficam o tempo todo no palco. Quando não estão em cena na história principal, continuam a atuar atrás das cortinas de tecido, dando indícios de acontecimentos paralelos às ações que se desenrolam no centro da cena. "Os personagens continuam ali, criando sobreposição das histórias, dando ao espectador a continuidade do que já viu e os indícios do que está por vir. No conjunto, o público encaixa as peças para montar a história", revela Kleber. As mudanças no figurino vão acontecer no palco. Sem recorrer a truques tradicionais, como o de esconder os atores, o objetivo é criar as surpresas à vista do público.
Kleber faz uma direção que mantém o frescor do suspense também para o elenco. A partir de um ponto do cenário, os atores seguem o texto, mas não há mais marcação de cena. "Os atores podem surpreender uns aos outros, improvisar, jogar com o colega de cena. O resultado vai ser uma configuração nova, surpreendente a cada dia. Com isso, vamos fazer uma brincadeira de fazer divertir o ator e o público", conclui o diretor.
"Esse é um espetáculo que fala sobre os limites da crueldade humana, dos desejos de vingança e da busca constante dos homens pela sua origem e seu destino", conta Marilia. "A peça vem questionar quem somos nós e mostrar até onde o ser humano pode ser cruel", Kleber complementa.
Para roteiro:
Bem Aventurados os Anjos que Dormem - Re-estreia dia 17 de abril, sexta-feira, à meia noite, no Miniteatro (1º andar). Temporada - Sextas e Sábados, à meia-noite. Até 26 de junho. Texto: Marilia Toledo. Direção, Cenário e Figurinos: Kleber Montanheiro. Iluminação: Guilherme Bonfanti. Trilha Sonora: Fê Pinatti. Com Cia da Revista. Elenco: Cris Rocha, Daniela Flor, Ariel Moshe, Carlos Dias e Márcio Bueno Dias. Duração: 60 minutos. Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia). Censura: 14 anos. A Cia da Revista é formada por Marília Toledo, Montanheiro, Veridiana Toledo, Marcelo Galdino, Ariel Moshe, Daniela Cury, Juliana Saad, Greta Antoine, Velson D´Souza, Paulo Vasconcelos, Caio Salay, Daniela Lobo, Carlos Dias, Márcio Bueno Dias, Cris Rocha e Daniela Flor. Capacidade é 40 lugares.
MINITEATRO - Praça Roosevelt, 108. Não trabalharão com crédito e débito no início. Só cheque e dinheiro. Horário de funcionamento da bilheteria: sexta-feira - a partir das 19 horas, sábados e domingos - a partir das 14 horas. Ar condicionado. A capacidade do teatro irá variar de acordo com a peça. Telefone: (11) 2865-5955.
A ODISSÉIA DE ARLEQUINO
É TERCEIRA PEÇA DO PROJETO
CLÁSSICOS PARA MENORES
A peça infanto-juvenil estreia no Miniteatro, sede própria da Cia da Revista,
formada, entre outros, por Marília Toledo (prêmio Shell 2008 de melhor autora, ao lado de Marçal Aquino, por Amor de Servidão) ) e Kleber Montanheiro.
A trilha sonora é executada ao vivo por dois músicos, que conduzem
o público pelos diferentes ambientes do teatro em que cada ato acontece
Depois de O Doente Imaginário (2007, de Molière, com tradução de Marilia Toledo e direção, figurinos e iluminação de Kleber Montanheiro, espetáculo ganhador do Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem na categoria atriz coadjuvante para Daniela Cury) e de Sonho de Uma Noite de Verão (2008, de Shakespeare, com adaptação de Marilia Toledo e direção de Kleber Montanheiro, peça indicada ao prêmio Femsa em quatro categorias: direção, figurino, e duas atrizes coadjuvantes - Érica Montanheiro e Marília Simões) - ambas encenadas pela Cia da Revista e voltadas para o público infanto-juvenil -, o espetáculo que encerra a trilogia Clássicos para Menores é A Odisséia de Arlequino.
Montagem inédita da Cia da Revista, a peça conta com a mesma equipe de criação das duas anteriores e estreia dia 19 de abril, domingo, às 16 horas, no MINITEATRO. No elenco, estão
Marcelo Galdino,
Veridiana Toledo,
Daniela Cury,
Caio Salay,
Velson D' Souza,
Greta Antoine,
Juliana Bógus Saad e
Daniela Lobo. Com direção geral, cenários e figurinos de Kleber Montanheiro (prêmio APCA 2008 de melhor direção pelo Sonho de Uma Noite de Verão), o espetáculo tem ainda produção de Marilia Toledo, i
luminação de Guilherme Bonfanti e d
ireção musical de Adilson Rodrigues. A trilha sonora é executada ao vivo por dois músicos.
A Odisséia de Arlequino mistura clássicos da literatura e do teatro para contar uma divertida história de Commedia dell'Arte para crianças e adultos. Duas trupes teatrais partem para se apresentar no Festival de Teatro de Veneza. O primeiro grupo é liderado por Pantalone, velho sovina e mal-humorado, e formado pela enamorada Isabella e o mascarado Capitano. O outro é a família de Dottore, o intelectual falastrão, e seus filhos Flamínia e Horácio.
Os criados Arlequino e sua namorada Esmeraldina servem cada um ao seu patrão e são os cocheiros das caravanas que vão pela estrada. Os quiprocós da comédia começam quando Pantalone e Dottore, eternos rivais, convencem Arlequino a atrasar a viagem do outro para que não chegue a tempo de se apresentar no Festival de Teatro. Arlequino, então servidor de dois patrões, envolve Esmeraldina na bagunça e a farsa é montada. Os enamorados se aproveitam da situação para conquistar os seus amados, e os dois veteranos briguentos acabam... bem, melhor assistir!
A peça é uma história original, escrita por Marília Toledo, a partir dos personagens da Comédia Dell´Arte. "Fiz exatamente como era nas trupes de Comédia Dell´Arte. Os comediantes interpretavam sempre os mesmos personagens: Arlequino, Esmeraldina, Pantalone, Dottore e Capitano e os enamoratos (Isabela, Horácio e Flamínia), que variavam de nome. Esses personagens eram arquétipos da sociedade - o criado, a criada, o velho rico e sovina, o médico prolixo e o capitão covarde", explica Marília.
Na época, não havia um texto, mas sim um roteiro de ações, em cima do qual os atores improvisavam. Na história de Marília, os personagens vão participar de um festival de teatro. "Escrevi o texto inspirada parcialmente em improvisações do elenco e também utilizando símbolos de A Odisséia, de Homero. Uma mistura de dois clássicos - um grego e um italiano", completa a autora.
A peça é um marco inaugural também na pesquisa de linguagem da Cia. da Revista dentro de sua sede própria. Seguindo uma proposta multiuso das salas, a peça se divide em dois atos que ocorrem em andares diferentes: Arlequino começa com uma cena diurna no térreo e termina numa cena noturna no piso superior. A passagem de um ambiente a outro é conduzida pelos músicos, que guiam o público durante o entreato.
A adequação ao pequeno espaço e a busca pelo essencial na relação palco-platéia pautaram uma grande adaptação de Arlequino ao Miniteatro. "Trata-se de uma commedia dell'arte, que nasceu na rua, onde é tudo muito gradiloquente. Mas o que é grande para este teatro não é o mesmo para a rua, não temos a mesma expansão. Começamos então uma pesquisa para reduzir o volume, sem perder a força da farsa, porque tampouco podemos transformar a peça em realista, algo que foge totalmente do estilo de commedia dell'arte", conta o diretor Kleber Montanheiro.
Sobre o projeto Clássicos para Menores
O trabalho com o universo infanto-juvenil sempre interessou à Cia da Revista, que realizou, entre 2000 e 2004, os premiados espetáculos Amídalas e Marias do Brasil, em parceria com o músico Chico César, que resultaram em dois CDs de mesmo nome, que concorreram ao Prêmio Tim de Música 2005, na categoria Melhor Álbum Infantil.
No começo de 2007, o grupo voltou a se reunir com a intenção de estudar Comédia Del´Arte e logo nos primeiros encontros surgiu o desejo de levar para o público infanto-juvenil o conhecimento das comédias clássicas italianas, francesas e inglesas, por meio da dramaturgia de Goldoni, Molière e Shakespeare.
A intenção deste projeto não é apenas a de repetir, de re-encenar os clássicos e apresentá-los para a garotada. O propósito do grupo é traçar um paralelo entre esses três estilos de comédia para, assim, criar uma linguagem, uma estética e um estilo de interpretação únicos. Uma vez criada esta linguagem, qualquer uma dessas histórias clássicas, assim como histórias originais poderão ser contadas por meio desses personagens / arquétipos.
Para roteiro:
A Odisséia de Arlequino - Estreia dia 19 de abril, domingo, às 16 horas. Direção Geral, Cenários e Figurinos - Kleber Montanheiro. Texto e produção - Marília Toledo. Iluminação - Guilherme Bonfanti. Direção Musical - Adilson Rodrigues. Elenco - Marcelo Galdino, Veridiana Toledo, Daniela Cury, Caio Salay, Velson D' Souza, Greta Antoine, Juliana Bógus Saad, Daniela Lobo.
Temporada - Sábados e Domingos, às 16 horas. Até 28 de junho. Duração: 70 minutos. Ingresso: R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia). Censura: 6 anos. A Cia da Revista é formada por Marília Toledo, Montanheiro, Veridiana Toledo, Marcelo Galdino, Ariel Moshe, Daniela Cury, Juliana Saad, Greta Antoine, Velson D´Souza, Paulo Vasconcelos, Caio Salay, Daniela Lobo, Carlos Dias, Márcio Bueno Dias, Cris Rocha e Daniela Flor.
MINITEATRO - Praça Roosevelt, 108. Horário de funcionamento da bilheteria: sexta-feira - a partir das 19 horas, sábados e domingos - a partir das 14 horas. Ar condicionado. A capacidade do teatro irá variar de acordo com a peça. No espetáculo A Odisséia de Arlequino serão 50 lugares. Ingressos - R$ 30,00 e R$ 15,00 (meia). Não trabalha com cartão de crédito e débito no início. Só cheque e dinheiro. Telefone: (11) 2865-5955.
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