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Hécuba volta dia 13 de janeiro no Vivo, com Walderez de Barros no papel-título e Gabriel Villela na direção

Sucesso de público e crítica, a montagem de Gabriel Villela para a tragédia grega de Eurípides volta em cartaz para temporada de apenas um mês

Entre os motivos para o público não deixar de ver ou rever o espetáculo (que fica apenas um mês em cartaz) estão o próprio texto grego de Eurípides (adaptado por Villela), a qualidade da interpretação e do canto do elenco, o cenário de Márcio Vinicius e os figurinos do próprio diretor. Esses ingredientes fazem da peça um grande espetáculo, que reestreia dia 13 de janeiro, sexta-feira, às 21h30, no Teatro Vivo. Atriz convidada, Walderez de Barros como a infeliz rainha de Troia contracena com os atores Fernando Neves (Poliméstor / Coro), Flávio Tolezani (Odisseu / Coro), Léo Diniz (Agamemnon / Coro), Luísa Renaux (Coro), Luiz Araújo (Polidoro / Coro), Marcello Boffat (Corifeu / Coro), Nábia Villela (Polixena/ Coro), Rogério Romera (Taltíbio/ Coro). O coro veste máscaras confeccionadas pelo artista plástico Shicó do Mamulengo, vindo de Natal especialmente para elaborar os adereços de Hécuba. Na montagem o coro canta ao vivo os arranjos vocais que o músico mineiro Ernani Maleta compôs para a peça. A voz do elenco foi preparada por Babaya e pela italiana Francesca Della Monica. Vale prestar atenção, não há quem não se emocione com o coro e Nábia Villela, que faz a filha. A cenografia de Márcio Vinicius trabalha com elementos contrastantes, como a madeira em tom claro e o polietileno negro. Para Walderez de Barros, "Hécuba não deixa de ser um teatro político. O mito vale para qualquer época, em qualquer situação. Nunca vi Hécuba como uma tragédia feminina, e sim uma tragédia. O que a protagonista faz é buscar justiça e vingança", comenta a atriz. Sinopse Após a queda de Tróia, conquistada e destruída pelos gregos, eles ansiavam partir de volta à Pátria, mas suas naus estavam retidas no Quersoneso Trácio. Neste ínterim, o fantasma de Aquiles apareceu aos gregos para pedir-lhes que fosse sacrificada sobre seu túmulo a virgem Polixena, uma das filhas de Príamo e Hécuba, rei e rainha de Tróia. Odisseu (Ulisses) dirigiu-se à tenda onde estava Hécuba com a missão de levar Polixena para o sacrifício. Ele não se comoveu com o desespero de Hécuba nem com a circunstância, relembrada por ela, de Odisseu dever-lhe a própria vida. Mas Polixena, demontrando uma altivez heróica e irredutível a sua honra real, preferiu a morte à escravidão e seguiu espontâneamente Odisseu para seguir seu destino. Hécuba preparava os funerais da filha sacrificada quando uma nova desgraça recaiu sobre ela. Polidoro, seu filho mais novo, fora confiado por Príamo a certa altura da guerra de Tróia, a Polimestor, rei do Quersoneso Trácio, levando consigo parte dos tesouros do rei dos troianos. Ao saber da rendição de Tróia, Polimestor mandou matar o menino com a intenção de apoderar-se dos tesouros e ordenou que lançassem o cadáver ao mar. O corpo veio ter à praia e foi entregue à rainha desesperada. Hécuba apelou a Agamêmnon para que vingasse a morte do filho, mas ele relutou em atender. Diante disso, Hécuba vingou-se com suas próprias mãos, atraindo Polimestor e seus filhos a sua tenda, onde ela e suas companheiras de cativeiro mataram os filhos e arrancaram os olhos dos pai. Em face do fato consumado, Agamemnom ordenou que Polimestor fosse abandonado numa ilha deserta enquanto as naus gregas, impelidas por ventos finalmente favoráveis, levaram Hécuba e as outras cativas troianas. Sobre Walderez de Barros Com quase cinqüenta anos de profissão, Walderez é uma atriz consagrada pela crítica especializada, tendo seu nome ligado a inúmeros trabalhos dos mais contundentes no teatro brasileiro, além de atuações marcantes na televisão e no cinema. Dentre suas inúmeras indicações para as mais importantes premiações, Walderez conquistou, 3 Prêmios Molière e 3 Prêmios Mambembe, como Melhor Atriz de Teatro. Alguns de seus premiados trabalhos em teatro: Medéia, tragédia grega de Eurípides; A Gaivota, de Anton Tchécov; Max, monólogo de Manfred Karge; O Jardim das Cerejeiras, de Anton Tchécov; Elektra, de Sófocles; As Portas da Noite, espetáculo com poemas e canções de Jacques Prévert; Lago 21, roteiro de Jorge Takla para trechos de Hamlet e Gaivota; Madame Blavatisky, texto de Plínio Marcos; O Abajur Lilás, texto de Plínio Marcos; O Evangelho Segundo Jesus Cristo, adaptação do romance de José Saramago feita por Maria Adelaide Amaral; A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira, dirigida por Gabriel Villela; Fausto Zero, de Göethe, direção de Gabriel Villela. Em televisão, começou com Beto Rockfeller, na Tevê Tupi; na Tevê Globo, destacou-se em O Rei do Gado, de Benedito Rui Barbosa, com a personagem Judite. Por esse trabalho, recebeu vários prêmios, entre eles o Prêmio de Melhor Atriz de Televisão da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Do mesmo autor, participou recentemente da novela Paraíso. Participou também, entre outras novelas, de Laços de Família, Mulheres Apaixonadas, Páginas da Vida, novelas de Manoel Carlos. Participou, ainda, de várias minisséries: Dona Flor, Hilda Furacão, Luna Caliente. E acaba de participar da novela Morde e Assopra, de Walcyr Carrasco, na Rede Globo. Participou também da série Alice, produzida pela HBO, com direção geral de Karim Aynouz. Em cinema, seus mais destacados trabalhos são: Outras Estórias, adaptação de contos de Guimarães Rosa, dirigido por Pedro Bial; e Copacabana, um filme de Carla Camurati. Seu último filme foi Quincas Berro D'água, adaptação do conto de Jorge Amado, com direção de Sérgio Machado. Sobre Gabriel Villela Diretor, cenógrafo e figurinista, Gabriel Villela estudou direção teatral na USP e iniciou sua carreira em 1989 com Você Vai Ver o que Você Vai Ver, de R. Queneau, e O Concílio do Amor, de O.Panizza. Ganhador de diversos prêmios, como Molière, Prêmio Sharp, Shell, Troféu Mambembe, cinco APCA, Prêmio APETESP e PANAMCO, Gabriel já encenou Heiner Muller (Relações Perigosas), Calderón de la Barca (A Vida é um Sonho), William Shakespeare (Romeu e Julieta), Nélson Rodrigues (A Falecida), Arthur Azevedo (O Mambembe), Strindberg (O Sonho) e João Cabral de Melo Neto (Morte e Vida Severina). Depois veio a trilogia de musicais de Chico Buarque para o TBC: Ópera do Malandro, Os Saltimbancos e Gota D'Água. Dirigiu também A Ponte e a Água de Piscina, de Alcides Nogueira, ganhador de três Prêmios Shell, em 2002. Em 2004 montou Fausto Zero, do escritor alemão J.W. Goethe, com a qual esteve na Rússia. Em 2006, montou Esperando Godot. Em 2008, foi premiado com a peça Salmo 91, tornando-se um dos mais renomados diretores teatrais com reconhecimento internacional. No mesmo ano montou Calígula, de Albert Camus com adaptação de Dib Carneiro Neto. Em 2009 montou Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. Em 2010 o infantil O Soldadinho e a Bailarina. Em 2011 montou Sua Incelença, Ricardo III, com o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (RN) e Crônica da Casa Assassinada, adaptação de Dib Carneiro Neto para o romance de Lúcio Cardoso (indicação ao Prêmio Shell de melhor espetáculo e melhor direção). Com o Grupo Galpão (Romeu e Julieta e A Rua da Amargura), foi convidado para uma temporada no Globe Theatre, em Londres, uma reconstrução do teatro original em que Shakespeare encenava seus textos, no século XVI, conquistando a crítica e o exigente público londrino. Ficha técnica HÉCUBA - Reestreia dia 13 de janeiro, sexta, às 21h30, no Teatro Vivo. Texto - EURÍPIDES. Tradução - MÁRIO DA GAMA KURY - Direção, Adaptação e Figurinos - GABRIEL VILLELA. Assistência de direção - CÉSAR AUGUSTO e IVAN ANDRADE. Elenco - Walderez de Barros, Flávio Tolezani, Fernando Neves, Luisa Renaux, Léo Diniz, Luiz Araújo, Rogério Romera, Nábia Villela e Marcelo Boffat Cenografia - MÁRCIO VINÍCIUS. Adereços - SHICÓ DO MAMULENGO. Desenho de luz - Miló Martins. Preparação vocal - BABAYA. Antropologia da voz - FRANCESCA DELLA MONICA. Direção musical e arranjos vocais - ERNANI MALETTA. Preparação corporal - RICARDO RIZZO. Serviço Teatro VIVO - Av Chucri Zaidan, 860, Morumbi. HÉCUBA -. Teatro Vivo. Temporada. sextas às 21h30, sábados às 21h e domingos às 20h Ingressos: R$ 40,00 às sextas e domingos e R$ 60,00 aos sábados - Ingresso Rápido - Fone: 4003-1212, ou diretamente na bilheteria do teatro. Duração: 60 min. Capacidade do teatro: 290 lugares. Classificação etária 12 anos. Estacionamento com manobrista: R$15,00 (só dinheiro) Bilheteria: aberta de terça a quinta das 14h às 20h e de sexta a domingo, das 14h até o início do espetáculo. Tel.: 7420-1520. Aceita todos os cartões. Até 12 de fevereiro. ARTEPLURAL - Assessoria do espetáculo Fernanda Teixeira - 11. 3885-3671/ 9948-5355 Adriana Balsanelli - (11) 9245-4138 Douglas Picchetti - (11) 9814-6911 Renato Fernandes - (11) 7286-6703 www.artepluralweb.com.br Twitter - www.twitter.com/arteplural Facebook - Arteplural

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